O presidente da Câmara de Franca, Fransérgio Garcia (PL) , foi alvo de uma decisão inédita após ser flagrado utilizando indevidamente um carro oficial do Legislativo no início de março. Segundo denúncia e apuração do portal FNT, ele dirigiu até São Paulo mesmo estando com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa e cassada.
A reportagem registrou o momento em que Fransérgio retornava da viagem, chegando à Câmara ao volante do veículo oficial, tendo como passageiro seu assessor, Luiz Marcelo Ramalho.
Em sua defesa, Fransérgio alegou que o assessor, que deveria conduzir o carro, passou mal devido a complicações relacionadas à diabetes, o que o teria levado a assumir a direção, mesmo com a habilitação vencida e cassada.

O caso foi levado ao Conselho de Ética após representação do cidadão Adeilton Ribeiro. Os vereadores Gilson Pelizaro (PT) e Daniel Bassi (PSD) apresentaram relatório recomendando advertência pública — uma punição considerada branda, mas que marca a primeira sanção a um presidente da Câmara em pleno exercício do mandato. O terceiro membro da comissão é o vereador Donizete da Farmácia (MDB), que deu voto apartado.
“Não terminou em pizza não”
Para Gilson Pelizaro, ao contrário do que foi comentado pelo radialista Dedão nas redes sociais, o caso não terminou em pizza. OUÇA:
À reportagem, Fransérgio afirmou que o episódio foi pontual e garantiu que não voltou a dirigir desde então.
O caso segue repercutindo e levanta discussões sobre conduta e responsabilidade no uso de recursos públicos.



