A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo abriu inquérito para apurar denúncia de que policiais militares da 5ª Companhia da Polícia Militar de Franca estariam comercializando e fazendo uso de anabolizantes em Franca. Com um dos investigados foram apreendidos anabolizantes, que seriam de uso pessoal, e dinheiro, que seria proveniente da venda dos medicamentos.
Ao todo, 3 policiais militares estão na mira das investigações. Nesta quarta-feira, 26 , membros da Corregedoria da PM estiveram em Franca para dar andamento às investigações.
O portal FNT teve acesso a um vídeo que exibe a fiscalização feita no carro de um dos policiais suspeitos. As imagens mostram toda a vistoria que é feita no veículo. O vídeo tem 4 minutos e 7 segundos. A Corregedoria da PM não informou se algum anabolizante foi apreendido no interior do carro vistoriado. ASSISTA:
Os policiais também são suspeitos de utilizarem canetas emagrecedoras Mounjaro, um medicamento injetável de uso semanal , que tem como princípio ativo a tirzepatida. Ele se tornou um dos tratamentos mais comentados do mundo por sua alta eficácia no controle glicêmico e na perda de peso.
As caixas mensais (contendo 4 canetas de aplicação semanal) variam geralmente entre R$ 1.700,00 e R$ 2.400,00 nas principais farmácias, a depender da dosagem e de programas de fidelidade, embora o teto máximo estipulado pela CMED possa chegar a valores maiores.
O caso continua sendo investigado. Informações disponíveis dão conta de que os policiais investigados não teriam sido afastados de suas funções nesta fase do inquétrito policial militar.

PM foi preso em 2015
Em fevereiro de 2015 um policial militar foi preso em Franca suspeito de integrar uma quadrilha de venda de anabolizantes. Outras duas pessoas também foram presas, o dono de loja de suplementos alimentares e um funcionário do local. Um homem de 29 anos, suspeito de chefiar o grupo, já havia sido preso duas semanas antes com R$ 100 mil em produtos. Ele era dono de uma academia na zona Sul da cidade e tinha 940 comprimidos de estimulante sexual e 300 ampolas de anabolizantes. Dos três presos, dois foram mandados para o CDP (Centro de Detenção Provisória), enquanto que o militar teve como destino o Presídio Romão Gomes, em São Paulo. Segundo as investigações, ele atuaria fornecendo informações privilegiadas aos demais. Os anabolizantes eram trazidos do México e Paraguai, sendo distribuídos também para outras cidades. De acordo com a Polícia Civil, além de vender, os envolvidos chegavam a aplicar os medicamentos e, entre outros, responderam por crime contra a saúde pública.



