A possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño no segundo semestre de 2026 voltou a colocar a segurança hídrica no centro das discussões sobre gestão de riscos climáticos no Brasil. Com previsões que apontam aumento das temperaturas, redução das chuvas em parte do território nacional e maior risco de queimadas, produtores rurais, indústrias e gestores públicos começam a reforçar estratégias de armazenamento e uso racional da água.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), apresentados recentemente ao governo federal, indicam cerca de 70% de probabilidade de ocorrência de um episódio de El Niño forte ou muito forte ainda em 2026. A formação do fenômeno é esperada entre junho e agosto, com tendência de intensificação ao longo do ano e reflexos que podem se estender até os primeiros meses de 2027.
O período de maior preocupação concentra-se no último trimestre do ano. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o Cemaden aponta risco de comprometimento da estação chuvosa, fator que pode dificultar a recuperação dos reservatórios e aumentar a pressão sobre os sistemas de abastecimento. Já nas regiões Norte e Nordeste, a previsão é de redução das chuvas e elevação das temperaturas, agravando os desafios relacionados à disponibilidade de água.
O alerta ganha relevância diante do histórico recente. Em 2024, o Brasil enfrentou uma das mais severas estiagens já registradas, considerada a pior em aproximadamente sete décadas, com impactos sobre abastecimento, geração de energia, navegação e produção agropecuária, afetando mais de 80% dos municípios brasileiros. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra ainda que os desastres naturais provocaram prejuízos estimados em R$ 785,4 bilhões entre 2013 e 2025, período em que 95,1% das cidades do país sofreram algum tipo de impacto climático.
Para Igor Evangelista, diretor técnico da Fortmetal, o principal diferencial neste momento é a possibilidade de preparação antes que os efeitos mais severos sejam sentidos.
"A água é um insumo essencial para praticamente qualquer atividade produtiva. Quando ela falta, os impactos são imediatos e podem comprometer desde a produção agrícola até processos industriais e serviços essenciais. A vantagem é que ainda existe uma janela para planejamento e adequação das estruturas de armazenamento", afirma.
Segundo ele, a procura por reservatórios costuma aumentar justamente nos meses que antecedem os períodos de estiagem, quando empresas e produtores passam a sentir os primeiros sinais de redução da disponibilidade hídrica.
"O ideal é que o dimensionamento da reserva seja feito antes da necessidade se tornar urgente. Buscar soluções durante uma crise normalmente significa enfrentar custos maiores, prazos mais longos e menor disponibilidade de equipamentos", explica.
Soluções adaptadas a diferentes demandas
Entre as alternativas mais utilizadas para reforçar a segurança hídrica está o reservatório metálico tubular alto, solução aplicada em propriedades rurais, condomínios, escolas, unidades de saúde, centros comerciais e indústrias. Produzido sob medida e com capacidade a partir de 5 mil litros, o modelo pode ser dimensionado para diferentes volumes e necessidades operacionais.
"O reservatório tubular alto é bastante versátil porque pode ser adaptado a realidades muito distintas. O projeto é desenvolvido a partir das características e demandas específicas de cada cliente", destaca Igor.
Para operações que exigem grandes volumes de armazenamento, uma das opções é o reservatório apoiado, cuja montagem é realizada diretamente no local de instalação, permitindo atender empreendimentos de grande porte e áreas de difícil acesso.
"Quando falamos em grandes capacidades, a montagem in loco se torna uma solução estratégica, tanto pela viabilidade logística quanto pela flexibilidade de execução", observa.
Além da garantia de abastecimento, a reserva hídrica também desempenha papel importante na prevenção e combate a incêndios, risco que tende a aumentar durante períodos prolongados de seca.
"Em propriedades rurais, indústrias e grandes empreendimentos, manter uma reserva adequada de água pode ser determinante para conter rapidamente um foco de incêndio, reduzindo danos ao patrimônio, ao meio ambiente e às pessoas", conclui.
Sobre a Fortmetal
A Fortmetal atua há mais de 28 anos no desenvolvimento e fabricação de reservatórios metálicos para os setores de agronegócio, saneamento, indústria, saúde e construção civil. A empresa possui certificação ISO 9001:2015 e atende clientes em todo o território nacional.



