Numa clara tentativa de amenizar a repercussão negativa que o decreto que estabelece a cobrança de taxas para uso dos campos de futebol de chácara causou, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) afirmou, na tarde desta quarta-feira, 1, que “ninguém ficará sem jogar futebol de graça em Franca”. A afirmação foi feita após uma reunião em seu gabinete, com representantes da Liga Francana de Futebol de Chácara, e alguns organizadores de campeonatos de chacrobol na cidade.
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O estranho é que, em nenhum momento, Alexandre Ferreira explicou se fez alterações no decreto municipal, principalmente no que tange a cobrança de taxas para uso dos campos gramados e dos teatros municipais.
Segundo o prefeito, o decreto publicado na última sexta-feira, 27, busca organizar e regulamentar os campeonatos realizados nos campos da cidade, sem restringir o acesso da população.
O decreto estabelece a cobrança de taxas pelo uso dos espaços públicos, com valores definidos com base na UFMF (Unidade Fiscal do Município de Franca), atualmente fixada em R$ 87,20. O alvo principal é a cobrança prevista para utilização de áreas esportivas, culturais e de lazer. No caso de campos de futebol de chácara a taxa é de 5 UFMFs (R$ 436 ), campos gramados 10 UFMFs ( R$ 872), teatro de bolso Orlando Dompieri 9 UFMFs (R$ 784,80) e teatro José Cyrino Goulart 28 UFMFs (R$ 2.441,60).
REPERCUSSÃO NEGATIVA
Logo que tomaram conhecimento do decreto do prefeito Alexandre Ferreira, organizadores de campeonatos de chacrobol, diretores e atletas envolvidos recorreram às redes sociais para demonstrarem seu descontentamento com a medida. Alguns, mais exaltados, chegaram a sugerir uma quebradeira nos próprios municipais.
Outros, mais calmos preferiram recorrer aos vereadores na sessão de terça-feira, 31, na Câmara Municipal de Franca.
Ainda durante a sessão, por iniciativa do vereador Donizete da Farmácia (MDB) os demais parlamentares assinaram um ofício solicitando ao prefeito que faça a revisão do decreto.



