Hotelaria, transporte e alimentação estão entre os setores envolvidos na realização do evento, que acontece de 4 a 7 de setembro, com entrada gratuita
Antes mesmo de o primeiro show começar, o Hallel já movimenta Franca. A 39ª edição do evento, que será realizada de 4 a 7 de setembro, com entrada gratuita, envolve uma rede que ultrapassa os limites do Parque de Exposições Fernando Costa e mobiliza hotéis, empresas de transporte, alimentação, comércio e cerca de 3 mil voluntários.
Durante os quatro dias, serão mais de 80 atrações, entre shows, pregações, momentos de oração e evangelização, além de mais de 20 missas. Para receber o público, aproximadamente 19 mil metros quadrados de estrutura serão utilizados dentro do Parque Fernando Costa, entre tendas, palco central e outros espaços do evento.
Cerca de 3 mil voluntários atuam em diferentes frentes, da recepção e orientação do público à organização dos espaços, praça de alimentação e apoio às atividades. A mobilização reúne pessoas de grupos, comunidades e movimentos que dedicam parte de seu tempo à realização do festival.
Exemplo de voluntariado é o casal de aposentados João e Terezinha Rodrigues, ambos de 81 anos, que coordenam a barraca da fogazza há mais de duas décadas e transformaram o serviço comunitário em uma tradição familiar. “Para a nossa família, o Hallel não é apenas um evento, é parte da nossa vida. A cada ano, reunimos amigos para servir com alegria, e é emocionante ver tanta gente unida pela fé, pela fraternidade e pelo desejo de fazer o bem”, destacam.
A movimentação também chega à rede hoteleira. No Hotel Dan Inn Franca, a ocupação para o período está atualmente em torno de 70%, com expectativa de chegar a 100% nos próximos dias, seguindo o comportamento de edições anteriores. Segundo a gerente geral Flávia Trindade, a procura aumenta à medida que o evento se aproxima.
“Todos os anos percebemos um aumento significativo na procura por hospedagem durante o Hallel. A expectativa é que a ocupação chegue a 100%, por isso recomendamos que os participantes que ainda não fizeram sua reserva e antecipem para garantir a hospedagem e evitar a falta de disponibilidade”.
O movimento também alcança municípios próximos. No Hotel Havaí, em Patrocínio Paulista, o gerente Anderson Borges destaca o aumento da demanda durante o período.
“Nosso hotel sempre fica cheio nesse período do Hallel, movimenta bastante. É um evento que tem grande importância para nós. Percebemos que tem crescido muito o turismo religioso em nossa região”, revela.
Fluxo regional
A chegada de visitantes também movimenta o transporte. Empresas e organizadores de excursões de diferentes cidades montam grupos para participar do festival.
Em Uberaba/MG, a técnica de enfermagem Célia Santiago Gomes organiza uma caravana para o Hallel há três anos. O grupo, que começou com familiares, amigos e pessoas da paróquia, cresceu pelas indicações. Neste ano, ela já reservou um ônibus com capacidade para 46 passageiros.
“Começou com um grupo pequeno, família, paróquia e amigos, e foi crescendo com o boca a boca. O Hallel é um momento de renovação espiritual, louvor e encontro com Deus. Fazer em caravana fortalece a união das pessoas e toda a comunidade. Fica mais seguro, mais acessível e a gente vive tudo junto”, conta Célia.
De Franca, a San Martin Viagens também organiza uma excursão para o evento, desta vez com saída de Ribeirão Preto. Segundo o proprietário, Ismael de Paula Filho, a procura pelas vagas já é positiva dias antes da realização do Hallel.
“É um evento muito importante para a cidade de Franca, bastante evangelizador. O Hallel também atrai pelas atrações religiosas e consegue levar essa evangelização para muita gente”.
Praça de alimentação
A praça de alimentação é outro ponto que ajuda a dimensionar a movimentação do Hallel. Na última edição, foram comercializadas mais de 31 mil unidades de água e 26 mil refrigerantes, além de 7,5 mil fogazzas e quase 4 mil pastéis, entre outros alimentos e bebidas.
Os números ajudam a mostrar a operação necessária para atender o público durante os quatro dias, com fornecedores, equipes de preparo e atendimento e diferentes pontos de venda funcionando ao longo da programação.
A praça de alimentação também tem uma função que se estende para além do festival: toda a renda obtida com a comercialização de alimentos e bebidas é destinada para manutenção das atividades da Escola Hallel ao longo do ano. São ações de formação, estudo, evangelização e oração, dando continuidade ao trabalho realizado pela organização durante todo o calendário.
Para o presidente do Hallel Franca, Gabriel Faleiros, a movimentação gerada pelo evento está ligada justamente à continuidade desse trabalho.
“Quando o Hallel acontece, existe toda uma cidade se movimentando junto com o evento. São hotéis, transporte, alimentação, fornecedores e, principalmente, milhares de voluntários que se dedicam para que tudo aconteça. Mas o trabalho não termina quando o Hallel acaba. A renda da praça de alimentação ajuda a manter as atividades da Escola Hallel durante todo o ano. Ou seja, o que acontece nesses quatro dias também contribui para o trabalho de evangelização realizado nos meses seguintes”.



