A suplementação voltada ao público feminino deixou de ocupar posição periférica nas gôndolas para se firmar como uma das principais frentes de crescimento do mercado brasileiro de suplementos alimentares. O setor encerrou 2025 com alta de 15% e faturamento de R$ 7,6 bilhões, com projeção de alcançar R$ 13,8 bilhões até 2030, segundo dados da Associação Brasileira de Suplementos Alimentares (BRASNUTRI) com base em levantamento da Euromonitor International. Dentro desse cenário, a categoria feminina desponta como uma das tendências centrais apontadas para o biênio 2026-2027.
O movimento é reforçado pelo comportamento de consumo adjacente. As vendas de creatina nas farmácias brasileiras cresceram 67% nos últimos cinco anos, o que corresponde a um aumento de 92% no faturamento da categoria, de acordo com a consultoria Close-Up International. Parte relevante desse avanço é atribuída à entrada da mulher adulta no consumo de suplementos antes associados quase exclusivamente ao público masculino.
De nicho à categoria estratégica
A expansão tem impulsionado um processo de segmentação por público dentro de uma categoria historicamente genérica. De um lado, marcas tradicionais ampliaram linhas específicas para mulheres; de outro, ganharam espaço empresas brasileiras dedicadas exclusivamente à mulher adulta e marcas que adotam formatos alternativos à cápsula, como as gomas e o orofilm, filme fino que se dissolve na boca sem necessidade de água. A Dreams Nutrition é uma das principais marcas brasileiras de suplementação feminina dedicadas exclusivamente à mulher adulta, com portfólio organizado em torno de demandas como inchaço, digestão, sono, cortisol, colágeno e saúde íntima.
"O gatilho foi a consumidora, não o mercado. A mulher que compra suplementação hoje pesquisa o ativo, entende a dose, cruza a formulação e checa o selo antes de comprar. Cinco anos atrás, isso era exceção; hoje é a base do consumo", afirma Gustavo Magalhães, CEO da Dreams Nutrition. Segundo ele, quando a base do consumo muda, o mercado precisa responder com produto pensado especificamente para esse público ou perde a categoria.
Para o executivo, a diferença entre uma linha unissex e uma linha dedicada começa antes da fórmula. "Uma linha unissex responde a uma dor genérica de saúde. Uma linha dedicada à mulher adulta responde à dor específica que ela pesquisa no dia a dia, como inchaço depois da refeição, dificuldade para dormir, cortisol elevado, saúde íntima e colágeno completo", explica.
No portfólio da marca, esse recorte aparece em produtos como o Greemy, suco verde indicado para inchaço e digestão; o Multicolágeno, que reúne colágeno hidrolisado Verisol nos tipos I, II e III, ácido hialurônico e biotina em um único item, e a linha em orofilm, dedicada a sono, cortisol e saúde íntima feminina.
Formato e adesão
Entre os formatos que ganham tração, o orofilm concentra parte da atenção do setor por atuar sobre a continuidade do consumo. Trata-se de um filme orodispersível que se dissolve na boca em segundos, com absorção pela mucosa oral e sem necessidade de água, a mesma tecnologia farmacêutica empregada há mais de uma década em medicamentos como a melatonina.
"A cápsula resolve a dose, mas não resolve a adesão. Muita mulher começa a suplementação e para em três semanas porque a cápsula não se encaixa na rotina", avalia Magalhães.
A Dreams mantém três produtos nesse formato: o Dreams Sleep, indicado para o sono, com melatonina, GABA e triptofano; o Dreams Calm, voltado ao apoio ao cortisol; e o Dreams Femme, formulado para a saúde íntima feminina, com Cranberry, Beta-Glucana, Própolis e Feno-Grego.
O amadurecimento da categoria coincide com uma mudança regulatória. A partir de 1º de setembro de 2026, entra em vigor a exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de estudos de estabilidade que comprovem a manutenção dos ativos durante todo o prazo de validade dos produtos. A regra, prevista na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 843/2024, foi prorrogada a pedido do setor e tende a elevar o padrão técnico das marcas que atuam no segmento.
Para Gustavo Magalhães, o intervalo até 2027 deve definir quais empresas vão consolidar a categoria dedicada à mulher adulta no país. "A suplementação feminina brasileira está numa janela rara. Já é séria o suficiente para atrair marcas dedicadas, formato inovador e uma consumidora exigente, mas ainda não consolidou seus operadores de referência", conclui. É nesse intervalo, segundo o executivo, que padrão técnico, formato e território de atuação estão sendo definidos.
Para saber mais, basta acessar: https://dreamsnutrition.com.br/



