A 41ª Sessão Ordinária da Câmara de Franca aconteceu nesta terça-feira, 14 de outubro. O expediente começou às 9h e a votação da Ordem do Dia das 14h.
O encontro foi marcado por manifestações e duas suspensões por mais de 30 minutos. Os trabalhos foram interrompidos durante o debate da Moção de Apoio nº 15/2025 de autoria do vereador Leandro Patriota (PL) ao professor universitário Gabriel Cepaluni, da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Campus de Franca/SP, pelas agressões sofridas em decorrência de episódio de violência ocorrido no ambiente universitário.
Ao defender a moção, o parlamentar afirmou que o caso ainda está sob investigação e ressaltou que “não cabe aos alunos recorrerem à violência”. Ele classificou o episódio como um ato de intolerância ideológica.
“Hoje aconteceu com um professor por ele ser de direita, mas amanhã pode acontecer com um professor de esquerda. Então, nada justifica as agressões e as violências que acontecem. […] Se ele está sendo investigado e vai ser possivelmente condenado a alguma coisa, que responda na justiça”, declarou Leandro O Patriota.
O vereador solicitou a exibição das imagens de segurança da instituição e defendeu que as universidades sejam espaços de pluralidade e respeito aos diferentes posicionamentos políticos.

Durante a fala do parlamentar, estudantes reagiram se manifestando contrários a proposta e os trabalhos foram suspensos.
Após a retomada dos trabalhos, o vice-presidente da Casa vereador Walker Bombeiro da Libras (PL) propôs o adiamento da votação por 5 sessões.

Ainda durante o debate, Gilson Pelizaro (PT) também recomendou cautela e sugeriu que fossem anexados boletins de ocorrência feitos por estudantes contra o professor por assédio e outros documentos oficiais às moções, antes da deliberação final.
Em posição contrária a moção, Marília Martins (PSOL) afirmou que o professor responde a processos internos por assédio e solicitou a exibição de novos vídeos da Unesp, que mostram ângulos diferentes dos anteriormente apresentados.
A vereadora defendeu que o debate não se resuma a divergências ideológicas e sugeriu incluir laudos do IML nos documentos, reforçando a importância de uma apuração completa.

Ainda em sua fala, Marília solicitou exibição de vídeo de uma representante dos estudantes negando as acusações de agressões e apontando os casos de assédio que estão em apuração contra o educador.
A proposta de adiamento foi rejeitada por sete votos contrários. Na sequência, a Moção de Apoio nº 15/2025 foi aprovada por 10 votos favoráveis.
Após a votação, Marília lamentou o resultado e se dirigiu aos estudantes presentes: “Eu vou acompanhar essas investigações, eu quero convidar todos vocês pra gente inclusive fazer leis que ajudem a protegê-los ainda mais”, afirmou, acrescentando que considera o episódio “o começo de uma luta para um legado que vamos deixar na cidade.”
Leandro O Patriota reiterou que, caso o professor venha a ser condenado, apresentará uma moção de repúdio.
Em seguida, o plenário aprovou, com 11 votos favoráveis, a Moção de Repúdio nº 7/2025 também de autoria do vereador Leandro O Patriota (PL), que condena as agressões sofridas pelo docente.



