A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a prorrogação do prazo para que empresas notifiquem alimentos para controle de peso e suplementos alimentares. Antes, a exigência deveria ser cumprida até 1º de setembro de 2025. Com a RDC nº 990/2025, publicada em agosto, esse limite foi estendido para 1º de setembro de 2026.
O que isso significa
Na prática, durante mais de 12 meses, diversos produtos podem permanecer no mercado sem que a Anvisa tenha registro formal e detalhado de sua composição e rotulagem. Para a indústria, é um fôlego. Mas, para profissionais da saúde, o adiamento levanta alertas.
Como nutricionista, não posso deixar de me preocupar:
- Quem garante a segurança e a qualidade desses suplementos que estão sendo vendidos sem notificação?
- Até que ponto estamos colocando o interesse econômico acima da saúde do consumidor?
- Será que esse prazo extra não abre brechas para marcas menos comprometidas venderem produtos com risco de rotulagem inadequada, dosagens incorretas ou promessas enganosas?
O impacto no consumidor
O consumidor, muitas vezes, acredita que todo produto disponível nas prateleiras já passou por rigoroso controle da Anvisa. Mas, com essa prorrogação, a realidade é diferente: há uma margem para que produtos ainda não notificados circulem sem a transparência que se espera. Isso pode significar riscos à saúde, especialmente em suplementos para controle de peso, que costumam ter grande apelo em públicos mais vulneráveis.
O consumidor deve ficar atento
Para o consumidor, a chave é não se deixar levar apenas por promessas fáceis ou embalagens chamativas. Verifique se o produto tem notificação ou registro na Anvisa, desconfie de resultados milagrosos e, sempre que possível, busque a orientação de um bom profissional de saúde.
Assim, mesmo diante de brechas regulatórias, é possível fazer escolhas conscientes, protegendo o que mais importa: a sua saúde.



