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    Notícias Corporativas

    Obesidade após os 40 anos requer abordagem integrativa

    DINOBy DINO8 de julho de 2026
    Obesidade após os 40 anos requer abordagem integrativa
    Obesidade após os 40 anos requer abordagem integrativa

    As manifestações físicas do envelhecimento levam ao aumento progressivo da gordura corporal e favorecem o desenvolvimento da sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular associada à baixa função muscular, conforme estudo publicado na PubMed Central. A pesquisa também relaciona o avanço da idade à perda de massa magra e ao aumento da massa gorda até os 70 anos.

    O artigo destaca que, no processo de envelhecimento, a gordura corporal é redistribuída dos membros para o tronco, e o aumento do peso corporal eleva o risco de morte por qualquer causa e de doenças cardiovasculares entre pessoas de 30 e 74 anos. A análise conclui que essas diferenças devem ser consideradas na abordagem do controle do peso em adultos mais velhos.

    A Dra. Ana Cristina Barreira, médica com atuação em cardiologia, endocrinologia e geriatria, enfatiza que, após os 40 anos, o corpo passa por mudanças importantes na composição corporal, com tendência à perda progressiva de massa muscular, redução do gasto metabólico basal, piora da sensibilidade à insulina, alterações hormonais e maior facilidade de acúmulo de gordura visceral.

    "A massa muscular é um tecido metabolicamente ativo. Quando ela diminui, o corpo passa a gastar menos energia em repouso. Todavia, quando há acúmulo de gordura visceral, o tecido adiposo em excesso funciona como um órgão metabolicamente ativo, capaz de produzir substâncias inflamatórias que interferem na ação da insulina, nos vasos sanguíneos, no fígado, nas articulações e no sistema cardiovascular", explica a especialista.

    De acordo com um artigo publicado na Revista Médica de Minas Gerais (RMMG), o desenvolvimento da obesidade sarcopênica em pacientes obesos é um quadro clinicamente preocupante, e a prevalência da síndrome metabólica aumenta com a idade, alcançando o pico entre 50 e 70 anos nos homens e 60 e 80 anos nas mulheres.

    "Do ponto de vista metabólico, o envelhecimento favorece resistência à insulina, inflamação de baixo grau, alterações na tireoide em alguns casos, piora da função mitocondrial e maior dificuldade de mobilizar gordura como fonte de energia. Sono ruim, estresse crônico, sedentarismo, uso de alguns medicamentos, menopausa, andropausa e inflamação metabólica tornam o processo de emagrecimento mais complexo", afirma a profissional.

    A publicação da RMMG indica que muitas complicações associadas à obesidade — como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, doença cardiovascular, certos tipos de câncer, síndrome de apnéia/hipopnéia do sono e osteoartrite — também aumentam durante o envelhecimento.

    "A partir desta idade, o emagrecimento precisa ser mais estratégico. Não basta olhar apenas para a balança. As alterações hormonais têm papel central tanto nas mulheres, com a queda progressiva do estrogênio no climatério e na menopausa, como nos homens, com a queda gradual da testosterona. É preciso avaliar metabolismo, hormônios, massa muscular, sono, intestino, dor, inflamação e saúde emocional", orienta a médica.

    Medicina integrativa e personalizada

    A Dra. Ana Cristina Barreira esclarece que a medicina integrativa se diferencia de abordagens focadas apenas na perda de peso, por compreender o emagrecimento como consequência de um corpo que recupera o funcionamento adequado. A abordagem investiga hormônios, metabolismo, inflamação, sono, saúde intestinal, estresse, compulsão alimentar, dor crônica, massa muscular, deficiência de vitaminas e minerais, saúde cardiovascular e estilo de vida.

    "Cada paciente ganha peso por uma combinação diferente de fatores. Por isso, protocolos iguais para todos tendem a ter resultados limitados. O acompanhamento individualizado permite identificar as causas principais daquele paciente e montar uma estratégia mais precisa. Também é fundamental para a segurança. Medicamentos, terapias hormonais, injetáveis, suplementação, atividade física e dieta precisam ser ajustados conforme idade, exames, histórico familiar, doenças prévias, risco cardiovascular e objetivos pessoais", complementa a especialista.

    A médica alerta que uma pessoa deve procurar avaliação médica quando perceber que o corpo mudou e que as estratégias habituais para manter o peso já não funcionam. "Alguns sinais do corpo podem indicar que existe algo além da alimentação ou da força de vontade interferindo na saúde, no metabolismo e na qualidade de vida".

    Segundo a profissional, dores articulares frequentes podem indicar sobrecarga mecânica, inflamação, artrose ou perda de massa muscular, enquanto a compulsão alimentar pode ter relação com desequilíbrios metabólicos, fatores emocionais, ansiedade e sono de má qualidade. "Quando há sono ruim e roncos frequentes, é importante investigar a possibilidade de apneia do sono, uma condição que pode aumentar o risco metabólico e cardiovascular".

    Conforme ressalta a Dra. Ana Cristina Barreira, a dor articular e a perda de mobilidade após os 40 anos muitas vezes têm múltiplas causas, podendo ser resultado de excesso de peso, perda de massa muscular, inflamação crônica, artrose, alterações hormonais, sedentarismo, resistência à insulina e piora da qualidade do sono.

    "Quando o paciente emagrece com preservação muscular e redução da inflamação, ele tende a sentir menos dor, se movimentar melhor e entrar em um ciclo positivo, em que menos dor gera mais movimento; mais movimento melhora o metabolismo; e um metabolismo mais equilibrado favorece mais qualidade de vida", declara a profissional.

    Os benefícios da perda de peso incluem melhorias na qualidade de vida, funcionamento físico e mobilidade, além de reduções na incontinência urinária, apneia do sono e depressão, bem como uma redução na taxa de progressão da tolerância prejudicada à glicose para diabetes, pressão arterial em pacientes hipertensos e níveis de lipídios em pacientes de maior risco, de acordo com revisão científica publicada na Revista BJIHS.

    Para mais informações sobre os procedimentos da Dra. Ana Cristina Barreira, basta acessar: https://draanacristinabarreira.com.br/

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