A atualização das exigências sanitárias e regulatórias tem levado empresas do setor farmacêutico a revisar processos logísticos e protocolos de compliance em 2026. Questões relacionadas à rastreabilidade, integridade térmica e armazenamento seguem entre os principais pontos de atenção do segmento.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), normas como a RDC 430 reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições de transporte e armazenagem de medicamentos, exigindo maior controle sobre temperatura, umidade e rastreabilidade ao longo da cadeia logística.
Dados da IQVIA Brasil apontam que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou mais de R$ 240 bilhões no último ano, considerando o varejo farmacêutico e canais institucionais, consolidando o país entre os maiores mercados globais do setor. O crescimento da demanda amplia também a necessidade de operações logísticas especializadas, com maior rigor regulatório e controle operacional.
A KENKO, especializada em logística farmacêutica, avalia que o fortalecimento das boas práticas operacionais se tornou essencial para garantir conformidade regulatória e segurança dos produtos distribuídos no país.
Para Sheyla Pinhata, farmacêutica da KENKO, o compliance sanitário exige integração entre tecnologia, processos e monitoramento contínuo. "A rastreabilidade e o controle ambiental são fatores fundamentais para assegurar qualidade, segurança e aderência às normas regulatórias", afirma.
Segundo a especialista, auditorias, monitoramento em tempo real e revisão periódica de procedimentos devem ganhar ainda mais relevância ao longo do ano. "As exigências regulatórias estão mais rigorosas e as empresas precisam ampliar visibilidade operacional para reduzir riscos e garantir conformidade", explica Sheyla Pinhata.



