O Grupo HSN, ecossistema empresarial brasileiro criado em 2009, consolidou sua atuação integrada nas áreas de tecnologia, infraestrutura, inteligência artificial, marketing digital, gestão de TI e investimentos. A estrutura reúne quatro pilares complementares: REDEES, Recifes.net, Recifes.digital e Softcorp, somados à Quatro Rios Investimentos, com o objetivo de apoiar empresas em diferentes estágios de desenvolvimento, da infraestrutura tecnológica à gestão de negócios e ao posicionamento digital.
A proposta ganha relevância em um cenário no qual a transformação digital avança de forma desigual entre as companhias brasileiras. Segundo John Ben David, CIO do Grupo HSN, um dos principais obstáculos enfrentados pelas organizações é a fragmentação, situação em que cada demanda, infraestrutura, sistemas, marketing e dados é atendida por fornecedores distintos, sem uma estratégia capaz de conectar essas iniciativas. Para ele, adotar recursos de forma isolada não assegura resultado. "Adquirir ferramentas não significa necessariamente realizar uma transformação digital", afirma.
Da fragmentação à integração
Na avaliação do CIO, a transformação digital precisa começar pelo entendimento do negócio, para que tecnologia, infraestrutura, dados, inteligência artificial, marketing e gestão passem a operar de maneira coordenada. Essa leitura acompanha o movimento do mercado: de acordo com a pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, a proporção de empresas brasileiras que utilizam algum tipo de inteligência artificial passou de 13% em 2024 para 17% em 2025, com avanço também entre as pequenas empresas, que saíram de 10% para 15% no mesmo período.
Nesse arranjo, a Softcorp responde pela infraestrutura e pela gestão de TI, enquanto a Recifes.digital reúne marketing e inteligência artificial, de modo que cada companhia possa adotar as soluções adequadas ao seu estágio de desenvolvimento.
O tema aparece igualmente como prioridade estratégica. Levantamento da Bain & Company indica que 67% das organizações no país consideram a inteligência artificial uma de suas cinco maiores prioridades, e que cerca de um quarto já mantêm ao menos um caso de uso da tecnologia, ante 12% em 2024.
No Grupo HSN, a inteligência artificial é incorporada a processos de análise de dados, automação, atendimento, geração de conteúdo e apoio à decisão, explica John. "Seu maior potencial aparece quando ela está conectada aos dados, aos processos e, principalmente, aos objetivos reais do negócio", pondera.
Negócios em crescimento e novos investimentos
Além do suporte tecnológico, o ecossistema atua no desenvolvimento de novos negócios e startups. A Recifes.net trabalha com o conceito de "negócios em emersão", identificando e apoiando empreendedores que precisam ganhar visibilidade e estrutura; a REDEES amplia as conexões entre empresas e mercados; e a Quatro Rios Investimentos representa o pilar voltado ao capital e à sustentação de novos negócios.
Para John, reunir essas competências em um mesmo ambiente favorece o crescimento das empresas. "Uma boa ideia, sozinha, não é suficiente para construir uma empresa sustentável", resume o CIO.
Perspectivas de convergência
Para os próximos anos, o porta-voz projeta um cenário de convergência, no qual as fronteiras entre software, infraestrutura, inteligência artificial, dados, marketing e gestão tendem a se reduzir.
Segundo ele, a inteligência artificial deixará progressivamente de ser uma ferramenta isolada para integrar a infraestrutura operacional das organizações, o que exigirá maior capacidade de conectar dados e processos. "Acredito que os próximos anos serão marcados pela convergência", considera John, que também enxerga oportunidades de conexão com mercados internacionais.
O posicionamento do grupo parte da ideia de que empresas independentes podem compartilhar conhecimento, tecnologia, infraestrutura e oportunidades dentro de uma mesma rede. Algumas das companhias reunidas carregam anos de experiência, enquanto outras representam uma nova geração de plataformas construídas em torno da inteligência artificial e da economia digital.
A combinação entre esse repertório acumulado e a velocidade das novas tecnologias, na avaliação da empresa, cria um ambiente favorável à inovação. "Empresas não precisam crescer sozinhas", conclui John Ben David.
Para mais informações, basta acessar: https://e-hsn.com



