Portal FNTPortal FNT

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    Vereadores, munícipes e gestores debateram sobre nova licitação e melhorias no transporte 

    13 de maio de 2025

    Lions Clube de Franca une preservação ambiental e combate à fome com coleta de óleo usado 

    13 de maio de 2025

    Com a 1GLOBAL, o N26 se torna o primeiro banco digital da Alemanha a oferecer planos de celular com eSIM

    13 de maio de 2025
    Facebook Twitter Instagram YouTube WhatsApp
    FNT no Fato
    • Vereadores, munícipes e gestores debateram sobre nova licitação e melhorias no transporte 
    • Lions Clube de Franca une preservação ambiental e combate à fome com coleta de óleo usado 
    • Com a 1GLOBAL, o N26 se torna o primeiro banco digital da Alemanha a oferecer planos de celular com eSIM
    • Câmara institui o Dia Municipal do Flashback em Franca
    • Frente Parlamentar da Agropecuária é criada em Franca
    • DIG e DETRAN lacram dois desmanches com irregularidades em Franca
    • GPs reavaliam táticas operacionais diante do aumento da complexidade dos SPVs
    • Apresentando a Joblio – O Futuro do Recrutamento Ético
    • Especialista defende inovação nas PPPs de Educação
    • FIDI investe em exame de termografia para detectar o câncer
    Portal FNTPortal FNT
    • Home
    • Rádio FNT
    • Cairo Still
    • Sociedade Organizada
    • Sem Travas
    • Local
    • Familia Verzola
    • HUMANARTE
    • Esportes
    • Porça News
    • +Colunas
      • Conecta Franca
      • Região
      • Viva Saudável
      • Edgar Ajax
      • Vitamina Podcast
      • Animais em Foco
      • Cultura
      • Brasil
      • Cultura
      • Tecnologia
      • Natureza Online
      • Still Audiovisuais
      • Uma Palavra de Fé
      • NOTÍCIAS CORPORATIVAS
    Portal FNTPortal FNT
    Início » Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental
    Notícias Corporativas

    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental

    DINOBy DINO24 de outubro de 2024
    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental
    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental

    Em todo o mundo, 117,3 milhões de pessoas vivem em deslocamento forçado devido a perseguições, conflitos, violências ou violações de direitos. O dado é do último relatório global da ACNUR a agência da ONU para Refugiados, referente a 2023. O documento também destaca que, no mesmo ano, o Brasil concedeu autorização de residência humanitária a 95.800 indivíduos em situação de refúgio. Na busca por uma vida segura, novo começo, a saída forçada e as lembranças das experiências traumáticas em contextos de conflito trazem consequências e afetam de diversas formas a saúde mental de pessoas refugiadas.

    Sadiq Khawari (31) e Mohammad Reza Ghulami (33) são afegãos e foram acolhidos pelo Planeta de TODOS, uma ONG mantida pelo Cartão de TODOS dedicada ao acolhimento e integração sociolaboral de refugiados no Brasil, com sede em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Para eles, sair de seu país de origem e estar longe de seus familiares foi um momento desafiador. “Foi difícil deixar o Afeganistão. Após a retomada do poder pelo Talibã, nós ficamos sem emprego, não tínhamos dinheiro e eu estava sozinho lá. Minha conta bancária foi bloqueada e eu não conseguia resgatar meu dinheiro”, conta Sadiq.

    Para Mohammad, abandonar uma vida que levou tanto tempo para construir também teve grande impacto em seu emocional. “Você estudou, terminou a faculdade, conseguiu experiência em uma área, tem sua casa, seu carro e as coisas que conquistou e, de repente, tem que deixar tudo pra trás ou vender por um valor muito baixo. Foi difícil deixar meu país”, comenta.

    As marcas dos conflitos

    Graciele Calacena é psicóloga voluntária no Planeta de TODOS e avalia que as consequências dos conflitos podem afetar diretamente a saúde mental. “Os Afegãos têm essa marca em seu território há muito tempo, existe a convivência com a memória desses conflitos. Assim, o que para gente é algo muito fora da realidade, muito distante, para eles é real”, afirma Calacena. “A violência, os perigos e, após isso, estarem longe do lugar que sempre chamaram de casa, da família, das pessoas que amam, as incertezas e os medos diante desses deslocamentos, tudo isso gera sofrimento”.

    A profissional conta que os impactos psíquicos que podem acometer os refugiados não diferem tanto dos enfrentados por pessoas não refugiadas. “Ansiedade, medos, inseguranças, tristeza, preocupação com a família, às vezes até um sentimento de desesperança, o que é absolutamente normal para esse primeiro momento”, revela. Em casos mais graves, a psicóloga alerta sobre a possibilidade do desenvolvimento de transtornos como depressão, pânico e estresse pós-traumático.

    No entanto, Calacena destaca que os desafios relacionados à adaptação ao novo ambiente, especialmente a incerteza e a separação familiar, tornam a situação ainda mais complexa. “Acredito que o maior desafio seja esse tempo de latência, onde ainda não falam a língua, não possuem autonomia, não estão trabalhando e, consequentemente, não podem dar suporte à família”, ressalta.

    A importância do acompanhamento psicológico e da escuta

    Criar um espaço seguro e de acolhimento é importante para todo acompanhamento psicológico, principalmente quando se trata de pessoas refugiadas que estão em busca de segurança. “Eu me senti acolhido, [quando iniciei a terapia]. É bom poder falar com alguém em quem você confie. Nas ocasiões em que me senti deprimido e desanimado, procurei apoio psicológico, tanto no Afeganistão, como no Brasil”, conta Mohammad.

    De acordo com a psicóloga, no processo de acolhimento psicológico é preciso exercitar a escuta e permitir que os refugiados tenham seu tempo para falar, abordar suas questões. “Quando falamos de suporte psicológico, sempre falamos de escuta, de ofertar um lugar onde qualquer sentimento, questionamento ou pensamento, caiba. E que essa escuta esteja atenta às particularidades da situação, do momento, da cultura”, afirma.

    A língua como ponte para a integração

    Chegando a um novo país, a barreira linguística é o segundo maior desafio enfrentado pelos refugiados para conseguirem se integrar à sociedade local, ficando atrás somente dos casos de xenofobia por parte de funcionários públicos, de acordo com o levantamento “Diagnósticos Participativos”, feito pela ACNUR. “Fico preocupado com a comunicação com os brasileiros, mas estou otimista de que dará certo, já consegui um emprego e, aos poucos, estou conseguindo me comunicar melhor por aqui”, comemora Sadiq.

    André Naddeo é diretor-executivo da ONG Planeta de TODOS e avalia que a comunicação é fundamental para a integração em qualquer nova sociedade. “Sem um conhecimento básico da língua portuguesa, os refugiados que chegam ao Brasil podem ter dificuldades para criar conexões sociais, entender e participar de atividades culturais, além de estabelecer relacionamentos com os membros da comunidade local”, afirma.

    Como a comunidade local pode ajudar

    No processo de integração e estruturação de uma nova vida no país de refúgio, Calacena compartilha que as pessoas tendem a responder muito melhor quando se sentem seguras e acolhidas. Segundo a psicóloga, a comunidade local pode ser uma aliada respeitando e dando espaço. “E dar espaço nos dois sentidos: abrir espaço pra quem está chegando, trazer para perto, mostrar que existe lugar para essas pessoas. Mas também no sentido de respeitar os limites, as dores e os momentos”, ressalta.

    De acordo com a profissional, a diversidade cultural tende a fazer do brasileiro um povo afetuoso, fator que aproxima pessoas refugiadas a desenvolverem senso de pertencimento à nova comunidade. “Estar em um território sem hostilidade, onde podem se movimentar livremente, traz bem-estar, segurança, esperança e novas perspectivas de vida”, endossa a psicóloga.

    Com o esforço de instituições dedicadas ao acolhimento, políticas públicas eficazes e espaço na comunidade, o Brasil tem potencial para concretizar a aposta do representante da ACNUR, Davide Torzilli, de que o país pode se tornar um campeão global no acolhimento de refugiados. “Agora estou começando um novo trabalho e, recentemente, fui reconhecido como refugiado no Brasil. Então espero poder trazer minha família para cá e começar uma vida nova com eles aqui”, compartilha Sadiq.

     

     

    POLÍTICAS SAÚDE E BEM-ESTAR SOCIEDADE

    Related Posts

    Com a 1GLOBAL, o N26 se torna o primeiro banco digital da Alemanha a oferecer planos de celular com eSIM

    13 de maio de 2025

    GPs reavaliam táticas operacionais diante do aumento da complexidade dos SPVs

    13 de maio de 2025

    Apresentando a Joblio – O Futuro do Recrutamento Ético

    13 de maio de 2025
    -Clique e ouça
    Posts Recentes
    • Vereadores, munícipes e gestores debateram sobre nova licitação e melhorias no transporte 
    • Lions Clube de Franca une preservação ambiental e combate à fome com coleta de óleo usado 
    • Com a 1GLOBAL, o N26 se torna o primeiro banco digital da Alemanha a oferecer planos de celular com eSIM
    • Câmara institui o Dia Municipal do Flashback em Franca
    • Frente Parlamentar da Agropecuária é criada em Franca
    Sobre nós

    Sua fonte para as notícias de qualidade, sem tendências políticas e ideológicas, a verdade sem manipulação. “Jornalismo Raiz”.

    Aceitamos sugestões de pauta.

    Envie-nos um e-mail: jornalismo@fatonoato.com.br

    Facebook Instagram YouTube
    Fato no Insta e Face
    • Instagram
    • Facebook
    Veja Também
    Local

    APAE Franca promove 13º Leilão “Um Lance de Amor” para ampliar atendimento a pessoas com autismo

    By Reporter no Fato

    A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Franca realiza no dia 24 de…

    Ribeirão Preto além dos canaviais: versatilidade econômica impulsiona futuro da “Capital do Agro”

    13 de maio de 2025

    Alta Mogiana inicia colheita de café com preços firmes, mas produtividade menor

    9 de maio de 2025

    Exportações brasileiras crescem e Ribeirão Preto se destaca como polo estratégico

    7 de maio de 2025
    Arquivos
    • maio 2025
    • abril 2025
    • março 2025
    • fevereiro 2025
    • janeiro 2025
    • dezembro 2024
    • novembro 2024
    • outubro 2024
    • setembro 2024
    • agosto 2024
    • julho 2024
    • junho 2024
    • maio 2024
    • abril 2024
    • março 2024
    • fevereiro 2024
    • janeiro 2024
    • dezembro 2023
    • novembro 2023
    • outubro 2023
    • setembro 2023
    • agosto 2023
    • julho 2023
    • junho 2023
    • maio 2023
    • abril 2023
    • março 2023
    • fevereiro 2023
    • janeiro 2023
    • dezembro 2022
    • novembro 2022
    • outubro 2022
    • setembro 2022
    • agosto 2022
    • julho 2022
    • junho 2022
    • maio 2022
    • abril 2022
    • março 2022
    • fevereiro 2022
    • janeiro 2022
    • dezembro 2021
    • novembro 2021
    • outubro 2021
    • setembro 2021
    • agosto 2021
    • julho 2021
    • junho 2021
    • maio 2021
    • abril 2021
    • março 2021
    © 2025 ThemeSphere. Designed by Grupo Rádio Empresa Brasil.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.