A Ekobé, empresa paulista, está apostando R$ 10 milhões para lançar a maior linha de produção de gomas com whey protein da América Latina, com previsão de produção de 5 milhões de frascos por ano já a partir de 2026. Em termos globais, o setor de gomas nutracêuticas faturou US$ 16,3 bilhões em 2024 e pode alcançar US$ 42 bilhões até 2028, sinalizando que esse formato vem ganhando espaço crescente.
A inovação da Ekobé é válida do ponto de vista industrial, gomas são práticas, fáceis de consumir e bem aceitas pelo público, sobretudo com versões sem açúcar, que ampliam o alcance para canais como farmácias e supermercados. A empresa se posiciona como pioneira nacional nesse segmento, foi a primeira a lançar creatina e whey protein em goma no Brasil e, em 2025, deve produzir mais de 3,5 milhões de frascos, ante os 2,5 milhões de 2024.
Um olhar nutricional: praticidade com moderação
Como nutricionista, preciso apontar questões essenciais:
- Ultraprocessamento: as gomas proteicas são ultraprocessadas, uma forma conveniente de consumir whey, sim, mas repleta de aditivos, textura gelatinosa e presença de açúcares ou adoçantes para conquistar paladar e estabilidade.
- Saúde metabólica: mesmo nas versões “zero açúcar”, é importante lembrar que substitutos tecnológicos podem impactar o microbioma ou estimular o paladar para sabores mais doces, incentivando escolhas menos saudáveis depois.
- Potencial de abuso: o formato lúdico e “gummy” pode levar a consumos desmedidos, especialmente entre jovens. A suplementação deve ser pensada como complemento, não substituto de refeições e nutrientes naturais.
- Legitimidade e clareza: é fundamental que o rótulo seja claro, com quantidade de proteína bem informada e padrões de qualidade respeitados , o mercado brasileiro de whey já registrou problemas com glúten não declarado, adulterações e ausência de laudos confiáveis.
Balanço final
A chegada das gomas de whey como alternativa saborosa e conveniente é uma resposta às demandas modernas por praticidade, especialmente para perfis mais jovens, ativos ou que buscam suplementação rápida. No entanto, o apelo deve ser equilibrado com responsabilidade nutricional. Como profissional, oriento:
- Usar com moderação e preferência por versões sem adição de açúcar;
- Manter alimentação diversificada e rica em fontes naturais de proteína;
- Ler rótulos e valorizar marcas com critérios de qualidade e segurança.
E você, leitor(a)? Qual lançamento nutricional você gostaria que eu analisasse com olhar crítico e especializado aqui na coluna? Envie sua sugestão e vamos descobrir se realmente vale a pena levar para o carrinho!



