Policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de furto em um barracão localizado no bairro Distrito Industrial, em Franca. A equipe, composta pela cabo Camila e o soldado Serapião, prendeu Vanner Leonardo Martins da Silva, de 28 anos, e Jairon de Carvalho Diniz, de 38 anos, ambos em situação de rua e oriundos de outros estados. Além das prisões, os produtos furtados foram recuperados.
O delegado Djalma Donizete Batista, responsável pelo plantão na Central da Polícia Judiciária (CPJ), detalhou a ocorrência. Segundo ele, os suspeitos foram flagrados dentro do barracão por um representante da imobiliária responsável pelo imóvel, que havia ido ao local para apresentá-lo a um locador. Ao perceber a presença dos indivíduos, ele acionou a Polícia Militar, que rapidamente chegou ao local e efetuou a prisão.
“Os dois foram autuados em flagrante. Um deles, natural do Maranhão, afirmou já ter passagem por homicídio naquele estado. Estamos apurando para verificar se há outros mandados de prisão contra ele”, informou o delegado. Após os procedimentos, ambos foram encaminhados para a cadeia pública de Franca, onde aguardarão a decisão da Justiça.
Tiago, representante da imobiliária Agnelo, contou como percebeu a ação dos criminosos. Segundo ele, ao chegar ao barracão, encontrou o portão de entrada e a porta central abertos. Ao entrar no local, viu fiação elétrica cortada e espalhada pelo chão.
“Quando entrei para verificar o registro, me deparei com dois indivíduos dentro do barracão. Para minha segurança, me afastei imediatamente e acionei a imobiliária, que contatou a Polícia Militar. Em cerca de cinco minutos, os policiais chegaram e efetuaram a prisão”, relatou.
Ele também destacou que furtos desse tipo vêm se tornando frequentes e causando grandes prejuízos. “O proprietário desse barracão terá um prejuízo estimado em R$ 40 mil. Esse tipo de crime já acontece há anos, e o maior problema é que sempre há receptadores comprando esse material furtado”, afirmou.
Tiago ressaltou a importância de uma investigação mais profunda para identificar e punir quem compra fios e materiais roubados. “Sem compradores, não há incentivo para esses furtos. As autoridades precisam agir também contra os receptadores, pois se ninguém comprasse, esse tipo de crime diminuiria”, concluiu.