Querido leitor,
Diz-se que a paciência é uma virtude, mas nas terras chuvosas de nossa querida Franca, o que se vê é uma pressa febril digna dos mais intensos bailes da temporada. Enquanto o aroma do café paira sobre a cidade, outro perfume, bem mais volátil, toma conta das conversas: os protagonistas das eleições de 2026.
Após a poeira baixar nas disputas municipais, os olhos agora se voltam para as cadeiras de São Paulo e Brasília. Rumores indicam que nomes conhecidos das famílias tradicionais da política francana, assim como as novas vozes do PSOL e PT que agitaram as últimas eleições, já estão lustrando suas melhores botas para marchar em busca de votos para Deputado. Seria o atual prefeito capaz de transferir seu prestígio para seus aliados, ou veremos rostos novos reivindicando o direito de representar o calçado francano na Assembleia e na Câmara Federal?
Ah caro leitor, como bem sei, sua sede por detalhes é tão vasta quanto os cafezais que cercam nossa Franca. Para satisfazer sua curiosidade, mergulhei nos salões onde o poder é negociado em sussurros.
Dentre as peças deste tabuleiro de xadrez que promete ser o mais disputado de 2026, rumores fortíssimos indicam que o jovem prodígio Guilherme Cortez (PSOL) da esquerda não se contenta mais apenas com as galerias da ALESP, planejando trocar a capital paulista pela Câmara Federal em Brasília. Seria ele capaz de nacionalizar sua voz, apostando na renovação e no diálogo com a esquerda que os políticos tradicionais costumam ignorar? Se Cortez é o vento da mudança, a Dra. Graciela (PL) representa a tradição e a segurança Bolsonarista. Como braço direito do Governador Tarcísio de Freitas, ela desfruta de um prestígio invejável e cofres abertos para investimentos na cidade.
Já Alexandre Ferreira (MDB), o atual guardião das chaves da cidade, não pode se reeleger prefeito, portanto o caminho natural seria uma candidatura ao Congresso Nacional ou à Assembleia. Mas ele precisará provar que seu capital político em Franca é transferível para as urnas estaduais, enquanto tenta manter sua base unida, e que os fantasmas do passado não voltarão a assombrar. Veremos um duelo de titãs: a máquina pública de Alexandre, a influência governamental de Graciela, o ímpeto jovem de Cortez, o fôlego renovado de medalhões da política ou a militância de novos visionários dispostos a romper com o conservadorismo da Terra do Café. No final, apenas os que tiverem o passo mais firme sobreviverão ao rigoroso baile das urnas.
Ah, nobre leitor e eleitor, o poder é um acessório que muitos desejam, mas que raramente combina com todos. Resta saber quem terá o ajuste perfeito e quem sairá da disputa com os pés doloridos antes mesmo da valsa do primeiro turno de outubro.
Respeitosamente,
Lady Barros
Colunista Marcela Barros
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