O avô materno do menino de apenas 3 anos, que morreu após ser levado até o Pronto-Socorro (PS) Padre Anchieta, em Campinas, neste domingo (15), com sinais de violência sexual, contou em entrevista à equipe de reportagem da VTV o sentimento de revolta que toda a família está sentindo. O padrasto da criança, de 29 anos, foi preso em flagrante.
De acordo com o avô materno da criança, Antônio do Carmo, o suspeito e a filha dele estavam juntos há dois anos, porém o genro nunca havia apresentado sinais de agressividade. “Ele tinha ido até buscar brinquedos para as crianças de Natal, então ele foi um cara frio e soube fazer bem o caminho para ele pisar, se ele vinha premeditando isso.”
Ainda de acordo com o avô, o vizinho que foi chamado pelo suspeito para ajudar a levar a criança até o hospital é policial militar. “No meu ver, ele pensou que, chamando o policial, não iriam desconfiar que ele era culpado. Eu até me surpreendi dele não ter fugido, mas ainda não estamos condenando ele, porque não temos provas”, relatou o senhor.
O idoso suspeita que a outra criança, uma menina de 10 anos, enteada do suspeito, que estava na casa no momento do crime, também possa ter sido vítima de abuso. “Até que me provem o contrário, isso não sai da minha cabeça.”
Toda a família está triste e revoltada com o caso e espera pelas provas de que o crime realmente tenha acontecido, para que a justiça seja feita.
Além disso, vizinhos relataram que o suspeito já possuía passagens pela polícia, supostamente por tráfico de drogas, e que a mãe deixava o filho com uma babá, que já havia alertado sobre hematomas pelo corpo do menino.
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