A Polícia Civil de Ribeirão Preto prendeu, na manhã desta sexta-feira (8), um homem acusado de participação no latrocínio que matou o subtenente do Corpo de Bombeiros Ricardo Luis Falqueto, crime ocorrido em 2022 na zona rural de Franca.
A prisão foi realizada por equipes da 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) durante uma operação de combate ao tráfico de drogas e cumprimento de mandados judiciais na Comunidade do Simioni, em Ribeirão Preto.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por envolvimento no roubo seguido de morte que chocou Franca e toda a região.
Durante as buscas realizadas na residência do investigado, os policiais localizaram porções de drogas. Na continuidade da operação, ainda na comunidade, foram apreendidos mais entorpecentes, dinheiro e um revólver calibre 357, arma de uso restrito, encontrado escondido sobre o telhado de uma casa.
O acusado foi conduzido para a delegacia especializada e permaneceu preso à disposição da Justiça.
RELEMBRE O CRIME
O subtenente Ricardo Falqueto foi morto na madrugada do dia 27 de novembro de 2022, durante uma tentativa de roubo na Fazenda Lagoa Azul, localizada próxima ao km 11 da Rodovia Rio Negro e Solimões, entre Franca e Restinga.
De acordo com as investigações, cerca de 15 criminosos armados invadiram a propriedade rural para roubar defensivos agrícolas armazenados em um galpão. Funcionários e moradores foram rendidos e mantidos sob ameaça enquanto os criminosos carregavam um caminhão.
Por volta das 4h30, o subtenente chegou ao local acompanhado de um amigo. Eles seguiam para uma pescaria e decidiram parar na fazenda, onde conheciam moradores.
Ao perceberem a presença do militar, os criminosos passaram a atirar. Ricardo Falqueto foi atingido na cabeça e nas pernas e morreu ainda no local.
Segundo relatos obtidos durante a investigação, após os disparos, um dos criminosos teria afirmado aos reféns:
“Tá vendo o que a gente faz com policial? A gente mata.”
Após o crime, os bandidos abandonaram veículos utilizados na ação e fugiram por uma área de mata. Na época, uma grande força-tarefa envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar, cães farejadores e o helicóptero Águia foi mobilizada para tentar capturar os criminosos.
As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros integrantes da quadrilha.



