O avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um dos passos mais relevantes das últimas décadas para a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional. A parceria deve reduzir tarifas, ampliar o fluxo de investimentos e facilitar o acesso de produtos brasileiros a um bloco que reúne mais de 400 milhões de consumidores, fortalecendo setores estratégicos da economia nacional.
Para uma especialista em comércio exterior, ouvida pela reportagem, o entendimento chega em um momento decisivo. A CEO da Accrom Consultoria em Logística Internacional, Cristiane Fais, avalia que o cenário é extremamente promissor.
– “Estamos diante de um futuro maravilhoso. O acordo cria um ambiente de negócios mais previsível, com regras claras e redução de barreiras. O Brasil tem plenas condições de se dar muito bem, especialmente em áreas como agronegócio, indústria de transformação e serviços de tecnologia”, afirma.
Além do impacto direto nas exportações, o tratado deve estimular a modernização da cadeia produtiva brasileira, com atração de investimentos europeus e transferência de conhecimento. Segundo Cristiane, o movimento também exige preparação das empresas.
– “É o momento certo para as organizações buscarem mais recursos por meio desse tipo de comércio, investirem em adequação logística, certificações e inteligência de mercado. Quem se antecipar sairá na frente”, destaca.
O acordo prevê ainda maior integração regulatória e facilitação aduaneira, fatores que tendem a reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade dos produtos nacionais. Para o setor empresarial, trata-se de uma oportunidade histórica de diversificar mercados e agregar valor às exportações.
– “Não estamos falando apenas de vender mais, mas de vender melhor e com maior estabilidade. O Brasil passa a jogar em um novo patamar nas relações internacionais”, conclui Cristiane Fais.
Com a consolidação do entendimento, governo e iniciativa privada terão o desafio de transformar o potencial do acordo em resultados concretos, fortalecendo a presença brasileira no comércio global e gerando emprego e renda no país.



