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    • Há 20 anos, em 7 de março de 2006, nascia a Escola de Futebol da Associação Sabesp de Franca, fundada pelo professor Fabiano Pradela e pelo então presidente Denilson Ruys, com a missão de usar o futebol como ferramenta de educação, disciplina e formação de cidadãos. Ao longo dessas duas décadas, o projeto cresceu e hoje atende mais de 600 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, unindo o desenvolvimento esportivo ao compromisso com os estudos e os valores dentro e fora de campo. Com estrutura adequada, ambiente seguro e comissão técnica qualificada, a escola se consolidou como referência na formação de jovens. Mais do que revelar talentos para o futebol, a Escola da Associação Sabesp construiu um legado de formação humana, integração e oportunidades, celebrando 20 anos de história com orgulho do manto Sangue Azul e preparada para continuar formando atletas e cidadãos. Parabéns ao Prof. Fabiano e toda sua comissão técnica.
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    • Alex de Castro Mendonça, o querido Xuxu, é muito mais que o proprietário da XD Basquetebol School. Com dedicação e paixão pelo esporte, ele ensina basquetebol a crianças e jovens, transmitindo não apenas técnicas de jogo, mas também valores como disciplina, respeito e trabalho em equipe. Sempre com sua categoria e carisma que o diferenciam, Xuxu se tornou uma referência na formação de novos talentos e no incentivo ao esporte. Entre em contato com ele e agende uma aula experimental (16-99126-6568).  
    • Neste sábado, o Hotel Dann Inn será palco de um evento muito especial promovido pela Audibel Franca. À frente da iniciativa estão os irmãos Anderson Denis de Melo e Dra. Katia Silveira, diretores da unidade, que se destacam pelo compromisso com a saúde auditiva e o cuidado com a comunidade. O curso “Zumbido Express”, será um encontro exclusivo dedicado à atualização profissional e ao aprofundamento no manejo do zumbido. O curso será conduzido pela renomada Prof.ª Dra. Tanit Ganz Sanchez, uma das maiores referências na área, proporcionando um dia inteiro de muito conhecimento, troca de experiências e aprendizado prático. O evento será realizado neste sábado, dia 07 de março, das 9h às 17h, como parte das comemorações dos 30 anos de história da Audibel Franca.
    • Hoje celebramos uma data muito especial: os 85 anos da nossa querida tia Maria Aparecida Silva Tasso. Uma mulher admirável, exemplo de amor, dedicação e sabedoria, que ao longo da vida construiu uma linda história ao lado de quem ama. Neste dia tão significativo, ela recebe o abraço carinhoso de seu esposo Mauro Tasso, dos filhos Débora e Mauro Robinson, dos netos, familiares e de uma verdadeira legião de bons amigos que têm o privilégio de fazer parte de sua caminhada. Que esta nova etapa seja repleta de saúde, alegrias e muitas bênçãos. Parabéns pelos seus 85 anos de vida, querida Tia Cida!
    • O programa Família Verzola Recebe terá a honra de receber, na próxima segunda-feira, o renomado médico neurologista Dr. Alexandre Martori em nossos estúdios. Com sua reconhecida experiência e dedicação à saúde, ele gravará uma participação especial trazendo um dos temas mais interessantes e relevantes da área da neurologia. Será um momento de grande aprendizado e informação de qualidade para todos que acompanham o programa.
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    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental

    DINOBy DINO24 de outubro de 2024
    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental
    Refugiados: conflitos e deslocamentos afetam saúde mental

    Em todo o mundo, 117,3 milhões de pessoas vivem em deslocamento forçado devido a perseguições, conflitos, violências ou violações de direitos. O dado é do último relatório global da ACNUR a agência da ONU para Refugiados, referente a 2023. O documento também destaca que, no mesmo ano, o Brasil concedeu autorização de residência humanitária a 95.800 indivíduos em situação de refúgio. Na busca por uma vida segura, novo começo, a saída forçada e as lembranças das experiências traumáticas em contextos de conflito trazem consequências e afetam de diversas formas a saúde mental de pessoas refugiadas.

    Sadiq Khawari (31) e Mohammad Reza Ghulami (33) são afegãos e foram acolhidos pelo Planeta de TODOS, uma ONG mantida pelo Cartão de TODOS dedicada ao acolhimento e integração sociolaboral de refugiados no Brasil, com sede em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Para eles, sair de seu país de origem e estar longe de seus familiares foi um momento desafiador. “Foi difícil deixar o Afeganistão. Após a retomada do poder pelo Talibã, nós ficamos sem emprego, não tínhamos dinheiro e eu estava sozinho lá. Minha conta bancária foi bloqueada e eu não conseguia resgatar meu dinheiro”, conta Sadiq.

    Para Mohammad, abandonar uma vida que levou tanto tempo para construir também teve grande impacto em seu emocional. “Você estudou, terminou a faculdade, conseguiu experiência em uma área, tem sua casa, seu carro e as coisas que conquistou e, de repente, tem que deixar tudo pra trás ou vender por um valor muito baixo. Foi difícil deixar meu país”, comenta.

    As marcas dos conflitos

    Graciele Calacena é psicóloga voluntária no Planeta de TODOS e avalia que as consequências dos conflitos podem afetar diretamente a saúde mental. “Os Afegãos têm essa marca em seu território há muito tempo, existe a convivência com a memória desses conflitos. Assim, o que para gente é algo muito fora da realidade, muito distante, para eles é real”, afirma Calacena. “A violência, os perigos e, após isso, estarem longe do lugar que sempre chamaram de casa, da família, das pessoas que amam, as incertezas e os medos diante desses deslocamentos, tudo isso gera sofrimento”.

    A profissional conta que os impactos psíquicos que podem acometer os refugiados não diferem tanto dos enfrentados por pessoas não refugiadas. “Ansiedade, medos, inseguranças, tristeza, preocupação com a família, às vezes até um sentimento de desesperança, o que é absolutamente normal para esse primeiro momento”, revela. Em casos mais graves, a psicóloga alerta sobre a possibilidade do desenvolvimento de transtornos como depressão, pânico e estresse pós-traumático.

    No entanto, Calacena destaca que os desafios relacionados à adaptação ao novo ambiente, especialmente a incerteza e a separação familiar, tornam a situação ainda mais complexa. “Acredito que o maior desafio seja esse tempo de latência, onde ainda não falam a língua, não possuem autonomia, não estão trabalhando e, consequentemente, não podem dar suporte à família”, ressalta.

    A importância do acompanhamento psicológico e da escuta

    Criar um espaço seguro e de acolhimento é importante para todo acompanhamento psicológico, principalmente quando se trata de pessoas refugiadas que estão em busca de segurança. “Eu me senti acolhido, [quando iniciei a terapia]. É bom poder falar com alguém em quem você confie. Nas ocasiões em que me senti deprimido e desanimado, procurei apoio psicológico, tanto no Afeganistão, como no Brasil”, conta Mohammad.

    De acordo com a psicóloga, no processo de acolhimento psicológico é preciso exercitar a escuta e permitir que os refugiados tenham seu tempo para falar, abordar suas questões. “Quando falamos de suporte psicológico, sempre falamos de escuta, de ofertar um lugar onde qualquer sentimento, questionamento ou pensamento, caiba. E que essa escuta esteja atenta às particularidades da situação, do momento, da cultura”, afirma.

    A língua como ponte para a integração

    Chegando a um novo país, a barreira linguística é o segundo maior desafio enfrentado pelos refugiados para conseguirem se integrar à sociedade local, ficando atrás somente dos casos de xenofobia por parte de funcionários públicos, de acordo com o levantamento “Diagnósticos Participativos”, feito pela ACNUR. “Fico preocupado com a comunicação com os brasileiros, mas estou otimista de que dará certo, já consegui um emprego e, aos poucos, estou conseguindo me comunicar melhor por aqui”, comemora Sadiq.

    André Naddeo é diretor-executivo da ONG Planeta de TODOS e avalia que a comunicação é fundamental para a integração em qualquer nova sociedade. “Sem um conhecimento básico da língua portuguesa, os refugiados que chegam ao Brasil podem ter dificuldades para criar conexões sociais, entender e participar de atividades culturais, além de estabelecer relacionamentos com os membros da comunidade local”, afirma.

    Como a comunidade local pode ajudar

    No processo de integração e estruturação de uma nova vida no país de refúgio, Calacena compartilha que as pessoas tendem a responder muito melhor quando se sentem seguras e acolhidas. Segundo a psicóloga, a comunidade local pode ser uma aliada respeitando e dando espaço. “E dar espaço nos dois sentidos: abrir espaço pra quem está chegando, trazer para perto, mostrar que existe lugar para essas pessoas. Mas também no sentido de respeitar os limites, as dores e os momentos”, ressalta.

    De acordo com a profissional, a diversidade cultural tende a fazer do brasileiro um povo afetuoso, fator que aproxima pessoas refugiadas a desenvolverem senso de pertencimento à nova comunidade. “Estar em um território sem hostilidade, onde podem se movimentar livremente, traz bem-estar, segurança, esperança e novas perspectivas de vida”, endossa a psicóloga.

    Com o esforço de instituições dedicadas ao acolhimento, políticas públicas eficazes e espaço na comunidade, o Brasil tem potencial para concretizar a aposta do representante da ACNUR, Davide Torzilli, de que o país pode se tornar um campeão global no acolhimento de refugiados. “Agora estou começando um novo trabalho e, recentemente, fui reconhecido como refugiado no Brasil. Então espero poder trazer minha família para cá e começar uma vida nova com eles aqui”, compartilha Sadiq.

     

     

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