Um estudo divulgado pelo Cetic.br revelou que cerca de 32% dos usuários de internet no país – mais de 50 milhões de pessoas – utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa no dia a dia. Essa adoção massiva está transformando a forma como consumidores pesquisam produtos e serviços online.
Com a mudança de hábito, surge o modelo B2AI2C (Business‑to‑AI‑to‑Consumer), em que os usuários formulam perguntas diretas a assistentes de IA e esperam respostas e recomendações de marcas. Para atender a esse novo fluxo, empresas estão adotando o GEO (Generative Engine Optimization), metodologia que busca fazer com que os sites sejam citados e recomendados pelos motores de IA generativa, como ChatGPT, Google Gemini, Perplexity e os recursos de respostas automáticas do Google (AI Overviews).
Marcos Moreira, Web Designer especializado em SEO e fundador da Agência Web Marketing, afirma que o mercado brasileiro vive um divisor de águas. "Até pouco tempo atrás, a principal meta das empresas era descobrir estratégias para colocar o site na primeira página do Google. Hoje, essa presença básica ainda é indispensável, mas já não basta. Se a inteligência artificial não compreender com clareza o que a sua empresa faz, quem são os especialistas por trás da marca e por que a solução é confiável, ela simplesmente indicará o concorrente na resposta direta gerada para o consumidor", alerta.
Outra pesquisa, a TIC Empresas, divulgada pelo Cetic.br, aponta que 17% das organizações brasileiras já utilizam IA, chegando a 50% entre as grandes corporações. Esse cenário acelera a necessidade de adaptação técnica dos portais corporativos. Enquanto as estratégias de SEO tradicional focavam em palavras‑chave e indexação, o GEO exige autoridade temática, dados estruturados (Schema.org) e reputação digital consolidada (E‑E‑A‑T).
Os pilares técnicos para um site ser recomendado por IAs são:
- Autoridade Temática e E‑E‑A‑T: modelos de linguagem consultam fontes confiáveis e especialistas reais. Uma consultoria de SEO estruturada ajuda a mapear a assinatura de autoridade do negócio e conectá‑la a entidades reconhecidas.
- Engenharia de Dados e Otimização de Sites: páginas ultrarrápidas, arquitetura semântica limpa e dados em formatos legíveis por robôs (JSON‑LD) facilitam a leitura por crawlers da OpenAI, Google e Anthropic.
- Respostas Diretas e Conteúdo Sem Ambiguidade: produção de materiais que resolvem dores reais com definições claras, tabelas comparativas e dados primários que as IAs possam citar textualmente.
Moreira pondera que a convergência entre tecnologia e estratégia de conteúdo é o caminho seguro para as marcas manterem a relevância. "A inteligência artificial não veio para eliminar os sites, mas para elevar o padrão de exigência. Quem continuar fazendo SEO pensando apenas em robôs antigos perderá espaço rapidamente. A corrida agora é para ser a resposta definitiva", finaliza.



