A Justiça de Pontal (SP) determinou nesta terça-feira (29) que Elizabete Arrabaça, acusada de matar por envenenamento a própria filha, Nathália Garnica, seja levada a júri popular. Segundo a acusação, o crime foi cometido em fevereiro de 2025.
Ela responde por feminicídio qualificado por uso de veneno, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual, por tentar alterar elementos da cena dos fatos para prejudicar a investigação.
Além disso, os crimes estão em concurso material, ou seja, as penas podem ser somadas em caso de condenação.
Na fase de instrução do processo, Elizabete jurou ser inocente. “Eu juro por Pai, Filho e Espírito Santo que eu sou inocente. Tudo isso é mentira. Eu sou inocente. Eu sou inocente. Com essa luz, eu quero que me cega se eu tiver mentindo”.
A data do julgamento ainda não foi marcada. Ainda cabe recurso para a sentença de pronúncia, que determinou o Tribunal do Júri.
Elizabete está presa na Penitenciária de Tremembé desde 20 de agosto do ano passado, por conta da morte da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues.
Nathália e Larissa foram mortas com um veneno popularmente conhecido como ‘chumbinho’, mas as substâncias administradas para cada uma das vítimas são diferentes, de acordo com laudos toxicológicos.
Os processos correm separadamente, uma vez que os crimes foram em cidades diferentes. Nathália morreu em Pontal e Larissa, em Ribeirão Preto.
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Nathalia Garnica é irmã de médico suspeito de matar Larissa Rodrigues e morreu um mês antes da professora — Foto: Arquivo pessoal

Corpos de Nathalia Garnica e Larissa Rodrigues estão sepultados no mesmo túmulo, em Pontal (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Por g1 Ribeirão Preto e Franca



