Por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP denunciou quatro homens envolvidos com roubos, furtos e receptação de telefones celulares na capital paulista. A acusação, levada à 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores em 29 de setembro, é resultado da Operação Frankmobile, deflagrada naquele mês para desbaratar um esquema que envolvia a subtração de aparelhos das vítimas, muitas das vezes por meio da quebra de vidros de automóveis nos congestionamentos na capital paulista, além de roubos, latrocínios e furtos em grandes eventos.
Os denunciados podem responder por integração em organização criminosa, além de roubo majorado para um deles e receptação qualificada para outros dois. O quarto denunciado já havia sido acusado separadamente por receptação, e os fatos relacionados aos aparelhos encontrados com ele foram utilizados nesta ação para demonstrar sua participação na organização criminosa.
Segundo a denúncia, o grupo atuava para obter, armazenar, ocultar e redistribuir celulares roubados ou furtados. Um dos integrantes era responsável por obter aparelhos mediante violência e realizar modificações técnicas, enquanto outros cuidavam da logística e do armazenamento dos telefones.
As investigações identificaram imóveis na região central de São Paulo utilizados como pontos de armazenamento dos aparelhos. De acordo com o GAECO, celulares recém-subtraídos eram rapidamente levados para apartamentos nesses prédios, numa estratégia destinada a dificultar o rastreamento e a atuação policial.
Em um dos apartamentos, as autoridades apreenderam 257 celulares, muitos embalados em papel-alumínio, além de bolsas bloqueadoras de sinal, tablets, relógios, carregadores e mais de R$ 20 mil. Em determinado imóvel, foram encontrados outros 25 iPhones, dos quais ao menos dez já haviam sido vinculados a roubos e furtos praticados em diferentes locais, inclusive no Rio de Janeiro.
A denúncia aponta que os aparelhos, especialmente os de maior valor, eram destinados à reinserção no mercado após o desbloqueio. Para o GAECO, “a organização criminosa integrada pelos denunciados fomentou diretamente os índices de roubos e furtos de aparelhos celulares na capital, alimentando a sensação coletiva de insegurança que hoje acompanha o cidadão em semáforos, vias públicas e transportes coletivos”.



