O comércio exterior de Ribeirão Preto iniciou 2026 em ritmo de crescimento. Levantamento elaborado com base em dados do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referentes ao primeiro quadrimestre de 2026, aponta aumento de 27% nas exportações e de 19% nas importações do município em comparação com o mesmo período de 2025, demonstrando maior dinamismo da economia local tanto na venda de produtos ao exterior quanto na aquisição de insumos internacionais.
Segundo o estudo, Ribeirão Preto elevou suas exportações de US$ 184,4 milhões para US$ 219,9 milhões, enquanto as importações passaram de US$ 95,21 milhões para US$ 121,3 milhões no período analisado. O desempenho evidencia o fortalecimento da inserção internacional da economia do município e o aquecimento da atividade produtiva local.
Para Cristiane Fais, coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior do CIESP nas regiões de Ribeirão Preto, Franca e Sertãozinho, os números mostram que as empresas locais estão conquistando espaço em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
“O crescimento das exportações demonstra que nossas empresas estão mais competitivas e preparadas para atuar no mercado global. Esse avanço não representa apenas aumento nas vendas externas, mas também maior geração de emprego, renda, investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas da região.”
Outro ponto destacado pelo levantamento é a diversificação dos destinos das exportações. Enquanto as vendas internacionais estão distribuídas entre diversos países, as importações permanecem mais concentradas em um número menor de fornecedores, cenário que evidencia oportunidades para ampliar a diversificação das compras externas e reduzir riscos logísticos.
Para Cristiane Fais, essa característica é positiva e demonstra maturidade do comércio exterior regional.
“Quanto maior a diversificação dos mercados compradores, menor a dependência de um único país e maior a resiliência das empresas diante das oscilações da economia internacional. Essa estratégia fortalece a competitividade e reduz riscos para os exportadores.”
O estudo também identifica crescimento em diversos segmentos exportadores, impulsionados pela demanda internacional por produtos industriais e minerais, reforçando a importância da agregação de valor às exportações brasileiras.
Na avaliação da especialista, o cenário também acompanha uma tendência mundial de transformação do comércio exterior.
“Estamos vivendo um momento em que competitividade envolve muito mais do que preço. Eficiência logística, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e inteligência comercial passaram a fazer parte da estratégia das empresas que desejam crescer internacionalmente. Quem investir nesses pilares estará mais preparado para aproveitar as oportunidades que surgem no comércio global.”
Cristiane destaca ainda que o bom desempenho registrado no primeiro quadrimestre reforça o potencial do Brasil como protagonista no cenário internacional.
“O país vem acumulando avanços importantes em diversas frentes, desde os biocombustíveis até a ampliação das exportações de produtos industrializados e do agronegócio. Esse conjunto de fatores fortalece a imagem do Brasil como parceiro estratégico do comércio mundial e cria novas oportunidades para empresas que desejam expandir seus negócios no exterior.”
Segundo ela, o desafio agora é manter esse ritmo de crescimento por meio de investimentos em infraestrutura logística, inovação, acordos comerciais e qualificação das empresas para atender às exigências dos mercados internacionais.
“O comércio exterior continuará sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico brasileiro. As empresas que investirem em planejamento, inteligência de mercado e internacionalização terão vantagens competitivas cada vez maiores nos próximos anos.”



