Na quarta-feira (25), por volta das 18h (horário local), dois terremotos atingiram, com menos de um minuto de diferença, a Venezuela, causando uma enorme devastação.
Os tremores, de magnitudes 7.2 e 7.5 na escala Richter, tiveram epicentros a cerca de 5 km de distância um do outro, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), citado pelo site UOL.
O tremor mais forte teve profundidade de 13 km e originou-se em El Guayabo, a 168 km de Caracas, capital do país.
Os estados de Yaracuy, Lara, Mérida, Aragua, Carabobo, La Guaira, Miranda e Distrito Capital estão entre os mais afetados.
Na foto, passageiros correm pelo Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, perto de Caracas, cuja parte do teto desabou.

O USGS estima que existe uma possibilidade de 42% de que os terremotos possam ter deixado entre 10 mil e 100 mil pessoas mortas, embora as autoridades venezuelanas, inicialmente, tenham falado em dezenas.
Além das mortes e da destruição de infraestruturas, “existe risco de deslizamento e de liquefação do solo” nas regiões afetadas, relata o UOL, citando informações do USGS. Isso acontece quando o terreno perde resistência e vira uma espécie de areia movediça.
Na foto, equipes de resgate vasculham os escombros de um prédio que desabou no bairro de Altamira, em Caracas.

Os moradores de Caracas também ficaram sem eletricidade e sem água. O serviço de metrô e as aulas nas escolas foram suspensas.
Discurso presidencial
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, não demorou a se pronunciar sobre o desastre: “Àqueles que sofreram perdas, estendemos nossas condolências (…) As casas que sofreram danos severos devem ser evacuadas. Pedimos calma e união”.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, também fez declarações: “Temos situações alarmantes, prédios, casas e residências desabaram. Ninguém pode ficar dentro dos prédios; recomendamos que mantenham a calma nas ruas. Vamos lidar com isso de forma madura como comunidade.”
No norte do Brasil, os sismos foram sentidos em Belém e em Manaus. Na capital paraense, moradores de alguns bairros chegaram a ser desalojados.
Ajuda internacional de todo o mundo
O governo Lula ofereceu ajuda humanitária à Venezuela, assim como o de Trump. A União Europeia pediu coordenação entre todos os estados-membros para que também enviassem ajuda.
De acordo com a CNN, este terremoto foi o mais forte sofrido pela Venezuela em mais de um século.
A Venezuela agora enfrenta a tarefa monumental de resgatar pessoas presas nos escombros. Uma corrida contra o tempo para salvar vidas.
Este desastre agrava as dificuldades de um país atingido por sucessivas crises econômicas e políticas há anos.
A imagem mostra os escombros de um edifício em Caracas, onde os serviços de resgate trabalham incessantemente para encontrar sobreviventes.




