Segundo pesquisa da Research and Markets, baseada em análises da PayNXT360 e reportada pelo portal Startupi, o mercado brasileiro de Embedded Finance deve atingir US$ 13,8 bilhões até 2029, crescendo a uma taxa anual composta de 26,2%, consolidando o país como um dos mercados mais promissores nesse segmento. Já a Research and Markets projetou que o setor alcançasse US$ 14,16 bilhões em 2025, com taxa média anual de 13,3% entre 2021 e 2025. Globalmente, a Bain "Company estima que o mercado de Embedded Finance ultrapassará US$ 7,2 trilhões até 2030, impulsionado pelo avanço do Open Finance.
Esses números, confirmados pelos dados em questão, mostram que o fenômeno não está restrito às capitais: negócios regionais já incorporam soluções financeiras em seus modelos.
MOOVpay e o interior
De acordo com Nauro Freitas, CEO da MOOVpay, a infraestrutura tecnológica da empresa possibilita que as redes de lojas no varejo integrem serviços financeiros — como crédito digital orientado ao consumo realizado na loja, seguros e plataformas de programas de fidelidade — como diferencial competitivo para atrair e fidelizar clientes. Esse processo contribui para que negócios tradicionais incorporem funcionalidades típicas de fintechs, ampliando o acesso a soluções financeiras e favorecendo a inclusão no mercado.
O executivo afirma que: "O Embedded Finance deixou de ser uma exclusividade das grandes metrópoles e das megacorporações. O que vemos hoje no interior do Brasil é uma demanda real de redes de varejo regional que entenderam que oferecer crédito e serviços financeiros no ponto de venda é o maior diferencial competitivo para reter o cliente. A MOOVpay nasce justamente para democratizar essa tecnologia, mostrando que a força da digitalização financeira está na capilaridade do comércio regional".
Varejo brasileiro
De acordo com o portal Editorialge, observa-se a incorporação crescente de meios de pagamento digitais em aplicativos e plataformas próprias no varejo brasileiro. O estudo aponta que o uso de dinheiro físico caiu de 42% para 22% entre 2020 e 2023, segundo o Banco Central, enquanto soluções como Pix, NFC e carteiras digitais se consolidaram como práticas comuns.
São dados que reiteram que essa transformação reflete a digitalização financeira do varejo, com o impulsionamento do crescimento das transações até 2026 e a adoção de novas modalidades de pagamento.
O avanço do Embedded Finance no Brasil
Segundo o portal Fincatch, em julho de 2025, o Banco Central ampliou o escopo do compartilhamento de dados para incluir investimentos, seguros e operações de câmbio. Essa atualização fortaleceu a personalização de produtos e impulsionou a integração de serviços financeiros em setores como varejo, mobilidade e delivery.
"Os dados confirmam que o futuro dos negócios não é mais financeiro ou não financeiro; todo varejista pode e deve agregar valor por meio de soluções de pagamento e crédito. O avanço da nossa infraestrutura e inovação nos meios de pagamento permite que um supermercado, uma rede de lojas de vestuário, calçado, farmácia e utilidade doméstica no interior do país opere com a inteligência de uma fintech. Essa transformação digital descentralizada melhora a experiência do consumidor e gera novas linhas de receita para setores que antes dependiam apenas das margens do varejo tradicional", finaliza o executivo.



