Desde muito cedo, a música sempre esteve presente na vida da cantora mineira que começa a despontar no cenário regional no estado de Minas Gerais. Ainda criança, entre brincadeiras, karaokês improvisados e elogios constantes de familiares, ela já tinha certeza do que queria ser: cantora. Apesar do talento reconhecido por quem estava ao seu redor, as limitações financeiras impediram, por muitos anos, que esse sonho fosse levado adiante de forma profissional.
O primeiro passo veio ainda na infância, com a criação de um canal no YouTube, onde publicava covers de forma simples, muitas vezes sem playback e com recursos limitados. “A qualidade era péssima, mas o que importava era cantar”, relembra. Até os 14 anos, a paixão seguia viva, mas sem direcionamento concreto, até que, em 2019, em meio a um período delicado de depressão, a música encontrou um novo significado.

Foi nesse momento que Isadora passou a integrar o coral da igreja, a convite de uma professora. A primeira apresentação marcou definitivamente sua trajetória. “Ali eu senti que estava no lugar certo, principalmente por ter encontrado o caminho da música com Cristo”, conta. A partir daí, sua voz começou a ser conhecida na cidade.
Em 2021, participou do 1º Festival de Música Online do município, interpretando “Jeito de Mato”, e conquistou o 3º lugar. A premiação incluiu uma gravação em estúdio da canção “All of Me”, abrindo portas para os primeiros convites para apresentações em bares e comércios locais. No entanto, a falta de recursos para equipamentos básicos, como caixas de som e microfone e a dependência de outros músicos para acompanhá-la no violão acabaram freando essa fase inicial. “Esperei que os shows chegassem, e eles não chegaram”, admite.
A chama reacendeu em 2023, com a participação no 3º Festival de Música de Conceição da Aparecida. Novamente finalista, a experiência trouxe aplausos e novos convites, mas também desafios: conciliar apresentações com a rotina intensa da faculdade de Psicologia em Guaxupé, a quase 100 km de distância, tornava tudo ainda mais difícil. O cansaço e a insegurança acabaram falando mais alto, e a cantora se afastou dos palcos por cerca de dois anos, mantendo-se apenas no coral da igreja.
Foi em 2025 que a história ganhou um novo capítulo decisivo. Determinada a não deixar a oportunidade passar, ela participou do 5º Festival de Música de Conceição da Aparecida, conquistando novamente o 3º lugar, além de uma premiação e nova gravação em estúdio. O vídeo da gravação, publicado nas redes, rendeu dois shows marcados no mesmo dia, sinal claro de que algo havia mudado.

Dessa vez, ela decidiu investir, comprou equipamentos e resolveu “pagar para ver”. Mesmo com novos obstáculos, como a saída do violonista após o primeiro show, a cantora optou por não desistir. A resposta veio com a chegada de Samuel, hoje namorado e parceiro musical. O entrosamento foi imediato e marcou o início de uma fase mais sólida e confiante na estrada.

Desde julho, os ensaios se tornaram rotina e os shows, cada vez mais frequentes. A artista também passou a contar com uma banda formada por Bruno Bastos (baixo) e Kaique (bateria), ampliando as possibilidades de apresentação conforme o formato do evento. Com essa formação, no último dia 7 de dezembro, foram lançadas três composições inéditas durante uma apresentação no Mirante, duas assinadas por Tony e Dan Vieira e uma por Joab Ávila, compositores que acreditaram no potencial da cantora e investiram em seu trabalho.

O reconhecimento também veio por meio da música “Pagou Pra Ver”, composição de Tony, inicialmente cedida ao cantor Reinaldo Pararaio, que convidou a artista para uma participação especial. O lançamento da canção já está disponível no Spotify, marcando oficialmente sua entrada nas plataformas digitais.


Com planos de lançar as três músicas inéditas no streaming, e quem sabe futuros trabalhos autorais, a cantora segue conciliando a carreira musical com a graduação em Psicologia. “Hoje é mais difícil do que no começo, mas agora tenho certeza de que estou no caminho certo”, afirma.
Além da carreira solo, ela e Samuel também desenvolvem o projeto AnjosEncanto, um dueto voltado para casamentos, além da criação de músicas personalizadas para aniversários e chá revelação. Entre a melodia e o amor pela mente humana, a artista segue firme, com fé, persistência e a certeza de que a música deixou de ser apenas um sonho para se tornar missão.
Ouça Isadora Leite no Spotify:
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