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    Início » A Polarização que atrasa o Brasil
    Política

    A Polarização que atrasa o Brasil

    Lucio RangelBy Lucio Rangel2 de outubro de 2025Updated:4 de outubro de 20252.752 Views

    O Brasil atravessa um momento de exaustão política. A polarização entre Lula e Bolsonaro deixou o eleitorado fatigado, mas, diante desse cansaço, surgem partidos que se apresentam como “novidade” quando, na prática, apenas reciclam velhos projetos de uma direita liberal-conservadora que sempre trabalhou para reduzir o papel do Estado, privatizar o que é público e restringir direitos sociais.

    O exemplo mais evidente foi o Partido Novo, que de “novo” nunca teve nada. A promessa de renovação política revelou-se um engodo: não trouxe inovação democrática nem soluções para os dilemas brasileiros. Apenas replicou o receituário ultrapassado do liberalismo econômico radical — cortes sociais, desmonte de políticas públicas, privatização a qualquer custo e a crença cega no “mercado” como solução para os problemas sociais. Na prática, vendeu uma ilusão de modernidade para aplicar um projeto de atraso.

    Agora, surge o Partido Missão, herdeiro do MBL (Movimento Brasil Livre), embalado com linguagem jovem e estratégias digitais. Mas o verniz moderno não altera a essência: endurecimento penal para encarcerar a juventude pobre, reforma educacional que privilegia a padronização conservadora em detrimento da reflexão crítica, defesa de valores “tradicionais” para negar direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, e a velha pauta da responsabilidade fiscal usada como justificativa para cortar investimentos em saúde, educação e políticas sociais.

    Esse movimento não é isolado. Basta olhar para fora. Nos Estados Unidos, Donald Trump consolidou um modo de governar autocrático, baseado em fake news e na negação de evidências científicas, especialmente sobre as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo em que atacava organismos multilaterais (ONU e OMC) e descredibilizava a ciência, Trump criou inimigos externos, como Dinamarca (porque pretende anexar ou comprar a Groenlândia), Canadá e México (porque não vigiam suas fronteiras contra imigrantes ilegais aos Estados Unidos e não combatem como deveriam o tráfico de drogas) , Índia (porque está importando petróleo da Rússia), China (porque é o seu maior concorrente comercial global em tecnologia, industrialização e acordos com vários países), Panamá (porque quer tutelar o Canal do Panamá que interliga os oceanos Pacífico e Atlântico), Rússia (por causa da Guerra da Ucrânia) e até o próprio Brasil (porque julgou e condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por Golpe de Estado e atentado ao Estado Democrático Brasileiro através do STF, impondo punições a membros do Poder Judiciário e do Governo Federal, em nome da liberdade de expressão e dos direitos humanos – o que demonstra sua hipocrisia) . Sua política foi movida por narrativas falsas, manipulação midiática e pelo enfraquecimento das instituições democráticas, um roteiro que a extrema-direita brasileira segue com devoção, fanatismo e até contra o próprio país, capaz de manifestar pela Pátria com ostentação da bandeira estadunidense norte-americana. Em relação ao ex-presidente Bolsonaro, por considerar sua linha ideológica de extrema direita e pano de fundo em explorar as terras raras brasileiras.

    É preciso notar: seja com o Novo que não foi novo, seja com o Missão que tenta posar de moderno, seja com os reflexos de Trump e da extrema-direita global, a agenda é sempre a mesma — enfraquecer o Estado, reduzir direitos, entregar serviços públicos ao setor privado e governar por meio de uma narrativa de medo e desinformação.

    A história dos partidos no Brasil: elites, rupturas e resistência popular

    A trajetória dos partidos políticos brasileiros sempre foi marcada por rupturas institucionais, reorganizações frequentes e pela predominância dos interesses da elite econômica. Da monarquia ao século XXI, os partidos de direita atuaram como instrumentos de manutenção de privilégios, que propuseram medidas que beneficiavam os grupos dominantes em detrimento da grande maioria da população.

    Brasil Império (1822–1889): predominavam o Partido Conservador e o Partido Liberal, ambos ligados à aristocracia agrária. Os dois partidos eram de direita. Mais do que expressar projetos distintos, representavam facções da mesma elite, voltadas à manutenção do poder monárquico e ao controle das províncias.

    Primeira República (1889–1930): após a Proclamação da República, surgiram partidos regionais que sustentavam as oligarquias estaduais, como o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro). A chamada “política do café com leite” garantia a rotatividade de poder entre São Paulo e Minas Gerais, mantendo o povo afastado das decisões e preservando os privilégios rurais, industriais e bancários.

    Era Vargas e Estado Novo (1930–1945): a Revolução de 1930 abalou a estrutura oligárquica, mas o jogo político continuou restrito. Novos partidos apareceram, como a AIB (Ação Integralista Brasileira), de inspiração fascista, e a ANL (Aliança Nacional Libertadora), de viés popular e rapidamente reprimida. Em 1937, com o Estado Novo, Vargas com o partido Aliança Liberal, fechou o Congresso e aboliu os partidos, instaurando um regime autoritário.

    Redemocratização de 1945: emergiram três grandes forças: o PSD (Partido Social Democrático) e a UDN (União Democrática Nacional), ambos representantes das elites agrárias e empresariais, e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), que buscava apoio nas classes trabalhadoras urbanas e que Vargas fez parte. O PCB (Partido Comunista Brasileiro) chegou a crescer, mas foi colocado na ilegalidade pelas forças conservadoras, em sintonia com os interesses da Guerra Fria.

    Ditadura Militar (1964–1985): em 1965, os militares extinguiram os partidos e instituíram o bipartidarismo: a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), sustentação do regime, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), oposição consentida. Mais uma vez, a direita manteve-se como guardiã dos interesses econômicos, reprimindo movimentos sociais e sufocando as vozes populares.

    Nova República e Constituição de 1988: com a redemocratização, partidos se reorganizaram. O MDB transformou-se em PMDB, e da ARENA surgiram PDS e depois o PFL (atual União Brasil), sempre alinhados ao empresariado e às elites políticas. Já do outro lado, novas forças progressistas nasceram, como o PT (1980), o PDT (1979) e o PSDB (1988), este último rapidamente se deslocou ao campo liberal-conservador na década de 1990.

    Anos 1990–2000: o sistema partidário fragmentou-se, com legendas médias e pequenas atuando como satélites em negociações parlamentares, muitas vezes sem programa político consistente, mas sempre abertas à barganha em nome do poder e do acesso ao fundo partidário.

    Atualidade (2025): o Brasil conta com 28 partidos registrados no TSE. Embora essa pluralidade aparente sugerir diversidade, a realidade é um sistema fragmentado e dominado por interesses regionais, fisiológicos e pelo peso das elites econômicas.

    Os Partidos Políticos no Brasil

    Observa-se que os partidos em vigor no Brasil são das seguintes linhas, conforme registros do TSE e análise das ciências políticas:

    Extrema-Direita,  Direita e Centro-Direita: partidos fortemente ligados a pautas conservadoras nos costumes e tende ao liberalismo econômico (Estado mínimo, privatizações e reduções de políticas sociais em prol do ajuste fiscal) – e os partidos são: 1) PL (Partido Liberal, o maior partido de direita no Brasil em filiados e cargos políticos, com viés atual bolsonarista de extrema direita), 2) REPUBLICANOS (entre direita e extrema direita), 3) PODEMOS (há filiados bolsonaristas), 4) PRD (Partido da Renovação Democrática, fusão do PTB e Patriotas, aliados aos bolsonaristas), 5) UNIÃO BRASIL (entre direita, extrema direita bolsonarista e centro-direita, um dos maiores partidos do Brasil), 6) PSDB (originalmente, Social-Democracia, centro-esquerda, mas com pauta de economia liberal, neoliberal e reformista de direita), 7) DC (Democracia Cristã, liberal com apoio a intervenções sociais), 8) PRTB (ex-PRN, partido do Collor, com viés trabalhista, mas conservador liberal no seu programa partidário, e que Pablo Marçal foi filiado e candidato a prefeito da cidade de São Paulo, que usou fakenews na sua campanha para desestabilizar os adversários).

    Centrão: são partidos pragmáticos que fazem alianças para terem influência na governabilidade do país, sempre buscam amplo apoio, e esses partidos são: 1) MDB (Movimento Democrático Brasileiro, o maior partido do Brasil em cargos políticos e filiados, que não tem uma ideologia política forte definida, mas em suma, defendem a democracia), 2) AGIR (ex-PTC), 3) PSD (Partido Social Democrático, desenvolvimentista econômico), 4) AVANTE (desenvolvimentista econômico) e 5) SOLIDARIEDADE (tem origem na Centro-Esquerda, mas prega Trabalhismo, Sindicalismo e prioriza participação no Governo).

    Centro-Esquerda: partidos que defendem o socialismo democrático, pautas progressistas e trabalhistas, com foco nas políticas sociais e de redistribuição de renda, que buscam o modelo capitalista do “Estado de Bem-Estar Social”; os partidos são: 1) PT (Partido dos Trabalhadores, o maior partido de esquerda no Brasil, de modo orgânico e representativo), 2) PDT (Partido Democrático Trabalhista, desenvolvimentista nacional), 3) PSB (Partido Socialista do Brasil), 4) REDE (Rede Sustentabilidade, voltado às pautas ambientais, ecológicas e sustentáveis), 5) CIDADANIA (ex-PPS, foco na ética, reformas estruturais e flexível às alianças), 6) MOBILIZA (Ex-PMN, desenvolvimentista nacional e pragmático nas alianças), 7) PV (Partido Verde, com pauta nas questões ambientais, ecológicas e sustentáveis, abrange defesa dos animais).

    Esquerda e Extrema-Esquerda: partidos que defendem o socialismo, críticos ao capitalismo e idealizam o comunismo como fim do Estado e da propriedade privada e associação coletiva de linha libertária para autogoverno de conselhos populares; esses os partidos são: 1) PSOL (Partido Socialismo e Liberdade, entre esquerda e extrema-esquerda, com causas identitárias como feminismo, LGBTQIA+, antirracismo e defesa de minorias e dissidente do PT), 2) PC do B (Partido Comunista do Brasil, sempre aliado ao PT nas eleições, de linha de esquerda para centro-esquerda), 3) PCB (Partido Comunista Brasileiro, mais radical em prol do comunismo de extrema-esquerda), 4) PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, dissidentes do PT, pregam o Governo Operário e de extrema-esquerda), 5) UP (Unidade Popular pelo Socialismo, partido recém criado pelas periferias brasileiras e movimentos sociais, defendem a reforma agrária e o poder popular, alinha-se entre esquerda e extrema-esquerda) e 6) PCO (Partido da Causa Operária, dissidente do PT, o mais radical da extrema esquerda que defende trotskismo radical e a favor do socialismo mundial e autogoverno da classe operária).

    Partidos novos de direita: de viés liberal, como o Novo e, mais recentemente, o Partido Missão, apresentam-se como “modernos”, mas não trazem nada de novo, defendem a redução do Estado, a precarização do trabalho e a supremacia do lucro sobre os direitos sociais, ou seja, de perpetuar velhas fórmulas de exclusão. Dizem que são éticos contra a corrupção, mas há uma seletividade ideológica, quando criticam a respeito.

    Conclusão

    O Brasil precisa de alternativas que não sejam apenas reedições do velho liberalismo ou da cartilha autoritária da extrema-direita. O futuro passa por fortalecer a democracia, investir na ciência, na educação, na saúde e nas políticas sociais, a fim de garantir serviços públicos de qualidade como pilares de uma nação moderna e inclusiva.

    Enquanto a direita tenta vender embalagens novas para projetos velhos, cabe à sociedade perceber que o verdadeiro avanço está na defesa do bem comum e da cidadania — e não nos interesses de poucos.

    Recentemente, no Congresso Nacional, os partidos da direita e do centrão tentaram barrar medidas de benefícios e interesses a população: redução e isenção de conta de luz, isenção de Imposto de Renda até quem ganha 5 mil reais, PEC da blindagem, PEC da anistia e dosimetria, taxação aos super-ricos, extinção da escala 6 por 1. Como perceberam que estavam impopulares e houve mobilização de movimentos sociais e pressão nas redes sociais da Internet, resolveram votar conforme o que a população espera.

    Ao tratar a direita que só defendem a liberdade, a família, os bons costumes, a propriedade privada e o livre mercado, há os valores que não expressam o que realmente lhes interessam, que são o interesse maior das elites em detrimento do povo e dos trabalhadores, de conformação e naturalização das desigualdades sociais, e quando se trata da extrema-direita, pautam em imposição de narrativas de visão de mundo e crenças de modo anti-ciência, autoritarismo (exaltação às ditaduras e regimes militares nacionalistas), utilização de desinformação (fakenews) e violência (intimidação, ameaça, bullying, depredação de patrimônio público e privado e golpes à democracia).

    A extrema direita sempre ataca a educação, a imprensa, a ciência, a cultura (algo que acontecia frequente no Governo Bolsonaro), pois o que lhes importava é uma visão de mundo conforme sua narrativa imposta e não aceitação da contestação, do questionamento e das evidências de prova ao contrário, pois geralmente, utilizam jargões e gritos para intimidarem adversários e imporem sua visão deturpada da realidade. Sempre utilizam o discurso de ódio, xingamentos e apelações para quererem humilhar os adversários.

    A questão é, que país que queremos, pois assim criticava Tim Maia:

    “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita.”

    O sociólogo Jessé Souza escreveu o livro “Pobre de Direita” que diz que as razões pelas quais parcelas das classes populares no Brasil passaram a apoiar a extrema-direita e o neoliberalismo, apesar de poderem ser prejudicados, materialmente, mas que sua força motriz é o ressentimento social, a humilhação e a exclusão sofridas pela chamada “ralé brasileira” (classe social baixa desassistida por governos e grupos privilegiados). O autor consta que no Brasil há um racismo cultural, que é a chave para a dominação no país: a elite brasileira repaginou o racismo de cor em um racismo de caráter, onde os pobres são vistos como culpados por sua própria miséria por serem, conforme visão distorcida das classes sociais abastadas e privilegiadas, moralmente inferiores, corruptos ou preguiçosos.

    A extrema-direita é bem-sucedida quando assim se expressa porque oferece algo que o sistema não dá: dignidade e reconhecimento, ao oferecer o mérito pelo esforço pessoal e individual e busca da prosperidade de vida. Ao aderir a um discurso de moralidade rígida, meritocracia e anticorrupção, o pobre consegue se sentir “superior” e “digno”, e se distancia da imagem depreciativa de “ralé” que lhe é imposta. Assim, o voto na direita é lido como uma vingança simbólica contra as elites e as classes médias que os humilham, e não uma escolha racional baseada em ganho econômico. Tal argumento retórico é muito utilizado no meio evangélico neopentecostal conservador e liberal que exalta a teologia da prosperidade e nas mídias e redes sociais (whatsapp, tik tok, instagram, Facebook, Discord, entre outros), o que reforça um fundamentalismo da lógica moralista e individualista. No meio bolsonarista, os considerados “minions”, tal caracterização é o que caracteriza a total alienação.

    É como dizia o Paulo Freire: quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor. Ou seja, o oprimido pode assimilar o opressor e como um modelo ideal, seu sonho é se tornar um vencedor e ficar no lugar do opressor.

    Essa assimilação é uma forma de desumanização, onde a vocação para ser livre e para si se perde, em favor de uma estrutura que perpetua a opressão. A educação libertadora, ao contrário, promove a transformação da estrutura opressora, permite que o oprimido se reconheça e se constitua como ser humano digno, integrado, solidário e responsável na cidadania compartilhada em direitos, respeito e ética.

    Assim, a polarização política no Brasil se tornou um dos principais desafios da vida democrática contemporânea. O que antes poderia ser um saudável debate de ideias transformou-se em trincheiras ideológicas, onde a empatia, o diálogo e a razão cedem lugar à intolerância, ao ódio e à desinformação.

    Com as redes sociais, a lógica dos algoritmos intensificou o problema: cada cidadão passou a viver em sua própria bolha de pensamento, cercado apenas por opiniões que confirmam suas crenças e preconceitos. O debate público, que deveria ser um espaço de confronto de argumentos, virou um campo de guerra simbólico — em que o adversário político é visto como inimigo e não como interlocutor.

    Essa fragmentação do diálogo nacional tem consequências graves. O discurso de ódio se espalha com facilidade, estimula a violência verbal e, em muitos casos, a violência real. Grupos extremistas encontram terreno fértil para crescer, e a convivência democrática se fragiliza. O resultado é uma sociedade dividida, onde a confiança nas instituições e na própria noção de bem comum é corroída dia após dia.

    Superar essa polarização exige mais do que apelos genéricos à “união”. É preciso investir em educação crítica, empatia e cultura democrática — valores que ensinem as pessoas a ouvir, argumentar e discordar sem desumanizar o outro. O Brasil precisa redescobrir o valor do diálogo e da escuta, pois sem eles não há democracia possível, apenas muros de intolerância e silêncio entre os lados.

    Enfim, independente de questões ideológicas de direita e esquerda, as pessoas precisam entender que o mundo só é possível evoluir, quando pensamos no bem uns dos outros, de forma coletiva, e que a política deve ser sempre em prol do bem comum coletivo, onde todos ganham em direitos, dignidade, liberdade, igualdade e generosidade com devido senso crítico, verdadeiro e responsável.

    Lúcio Rangel Ortiz – advogado, professor mestre em planejamento e análise de políticas públicas (UNESP), MBA em gestão de projetos (USP), pós-graduado em gestão pública (UFSCar) e em direito público (LEGALE), possui extensão universitária em Ciências Políticas (VEDUCA) e licenciatura em Sociologia (Uni-FAVENI) e em Filosofia (UFSJ). Pesquisador DeMus/UNESP, palestrante, escritor e colunista do Portal “Fato no Ato” – Intelecto Saber.

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