Nos últimos dias, as redes sociais entraram em combustão com uma série de postagens explosivas de Nicki Minaj, que colocou em evidência sua mágoa com Jay‑Z, críticas à Roc Nation e ataques diretos (e indiretos) à rapper Megan Thee Stallion. O que começou com um desabafo se transformou numa verdadeira guerra pública com desdobramentos jurídicos, pessoais e, claro, muita fofoca no meio. Se você não entendeu nada, a gente te explica.
O problema com Jay‑Z e o Tidal

Tudo começou quando Nicki Minaj revelou que se sentiu passada para trás por Jay‑Z durante a venda da plataforma de streaming Tidal para o Twitter (X). Segundo ela, sua parte na negociação foi completamente desvalorizada:
“Me deram US$ 1 milhão quando deveria ter sido US$ 9 milhões. Jay‑Z me deve entre US$ 100 a 200 milhões em ‘dívida cármica”, escreveu a rapper.
Nicki afirma que possuía cerca de 3% da empresa e que sua contribuição foi essencial para a imagem do Tidal, sendo uma das primeiras grandes artistas a apoiar a plataforma.
Críticas à Roc Nation e Desiree Perez

Além de Jay‑Z, Minaj direcionou ataques à Desiree Perez, CEO da Roc Nation, empresa responsável por agenciar nomes como Megan Thee Stallion e que tem ligações diretas com Jay. Nicki insinuou que Desiree teria tomado decisões “sombrias” nos bastidores da indústria, prejudicando sua carreira e favorecendo outros artistas.
Ela também sugeriu que Jay‑Z teria usado sua influência para colocar Kendrick Lamar no palco do Super Bowl em 2025, deixando de fora seu amigo e mentor Lil Wayne, uma figura próxima de Nicki.
A provocação a Megan Thee Stallion

A situação se agravou ainda mais quando Nicki trouxe à tona um processo pouco divulgado nos EUA: o cinegrafista Emilio Garcia está processando Megan Thee Stallion por suposto assédio sexual. Nicki ironizou a situação em suas redes, zombando da rapper e do caso judicial com uma linguagem bíblica e debochada.
Vale lembrar que a rivalidade entre Nicki e Megan não é de hoje. Em 2024, Megan lançou a faixa “Hiss”, que muitos interpretaram como um ataque velado a Nicki e seu marido, Kenneth Petty (que é registrado como agressor sexual nos EUA). Nicki respondeu com a música “Big Foot”, atacando diretamente Megan e sua equipe, incluindo Perez.
Nicki fora do Tidal e rumo ao Kick?
Em meio ao caos, Nicki também começou a flertar com outras plataformas de streaming e até cogitou sair do Spotify e do Tidal. Em uma enquete no X, ela perguntou aos fãs se deveria migrar para o Twitch ou o Kick, e o influenciador Adin Ross chegou a oferecer um contrato com participação nos lucros caso ela aceitasse ir para o Kick.
O que está por trás de tudo?
A treta escancarou algo maior: o sentimento de injustiça e desvalorização que Nicki diz sentir dentro da indústria musical. Ela vê seus rivais, muitos deles homens ou artistas mais recentes, sendo alçados ao topo com apoio de grandes nomes e empresas, enquanto ela luta sozinha há anos para manter seu nome relevante e respeitado.
Já Megan, que recentemente venceu processos contra sua antiga gravadora e continua sob os cuidados da Roc Nation, se fortalece como o novo rosto do rap feminino para muitas marcas e instituições, o que pode acirrar ainda mais a disputa simbólica entre as duas.
E agora?
Até o momento, Jay‑Z e Megan Thee Stallion não responderam publicamente às declarações de Nicki. Mas com a rapper prometendo “não descansar até cobrar tudo o que lhe é devido”, essa história ainda deve render e muito.
Essa treta não é só sobre ego ou farpas. Ela revela as tensões nos bastidores da indústria da música, onde disputas por visibilidade, justiça financeira e posicionamento estratégico criam batalhas ferozes, muitas delas, públicas.
Nicki pode até ser a “Rainha do Rap” para muitos, mas neste jogo, até rainhas enfrentam tempestades.
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