A alopecia androgenética, conhecida como calvície, é uma condição de origem genética que provoca o afinamento progressivo dos fios ao longo dos anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o quadro é mais frequente em homens, e nesses casos costuma apresentar um padrão típico de rarefação na região frontal e no topo da cabeça, conhecidos popularmente como entradas e coroa. A condição ocorre a partir de uma sensibilidade do folículo piloso à ação hormonal, o que leva ao afinamento dos fios ao longo dos ciclos de crescimento capilar. O tratamento e o acompanhamento são conduzidos pelo dermatologista, e o diagnóstico precoce pode ajudar a controlar a evolução do quadro, permitindo estabilizar a queda e preservar a densidade capilar.
O Dr. Marcelo Nogueira, médico atuante com tratamentos capilares na Clínica Alma, comenta que a calvície masculina é uma queixa comum entre os homens que chegam até a clínica. Ele explica que a condição também tem origem hormonal. "O principal vilão é a di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona que age nos folículos capilares, tornando-os progressivamente mais finos até que deixam de produzir cabelo".
Estima-se que 50% dos homens serão afetados pela calvície até os 50 anos e que, no Brasil, cerca de 25% já apresentam os primeiros sinais entre os 20 e 25 anos, conforme publicado pela Forbes. A busca por soluções eficazes tem crescido de forma expressiva, impulsionada pela evolução de tratamentos que oferecem resultados mais naturais e minimamente invasivos, de acordo com o artigo científico publicado no portal do PubMed Central.
O especialista relata que, nos estágios iniciais da calvície, quando a queda está começando ou a rarefação ainda é discreta, as opções de tratamento são mais eficazes e os resultados, mais satisfatórios. "Quanto mais cedo é identificada a doença, mais recursos eficazes há para o tratamento", pontua.
Diagnóstico
Conforme esclarece Dr. Marcelo Nogueira, o diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, analisando o padrão de queda, o histórico familiar, fatores hormonais e o estágio da alopecia, geralmente classificado pela Escala de Norwood. Em muitos casos é utilizada a dermatoscopia, um exame que permite visualizar o couro cabeludo com ampliação.
"A dermatoscopia possibilita a avaliação da densidade, do calibre dos fios e da saúde dos folículos. Com base nessa análise completa, o especialista traça o protocolo mais adequado para cada paciente. É importante lembrar que calvície não tem tratamento único, e sim tratamento individualizado", afirma o profissional.
Segundo o médico, muitos homens procuram ajuda quando a calvície já está avançada, o que limita as possibilidades clínicas e aumenta a chance de o transplante se tornar a única alternativa. No entanto, o procedimento não é a única saída, e nem sempre é o primeiro passo.
Tratamento
De acordo com a SBD, o tratamento da alopecia tem como objetivo estagnar o processo de queda de cabelo e, em alguns casos, recuperar parte da massa capilar perdida. A entidade orienta que os pacientes sigam a indicação médica e iniciem o tratamento assim que os primeiros sinais de queda forem percebidos, pois, em casos mais avançados, o tratamento não é mais eficaz, e o transplante capilar pode ser apenas uma solução estética.
Segundo a entidade, por se tratar de uma doença de origem genética, a alopecia androgenética não pode ser completamente evitada. Todavia, a SBD ressalta que cuidados com a saúde capilar, como a escolha de produtos adequados e a adoção de hábitos de vida saudáveis, podem contribuir para minimizar o impacto da condição.
O Dr. Marcelo Nogueira conta que pacientes em estágios iniciais, que seguem o protocolo clínico com disciplina, conseguem não só deter a progressão da queda, como também recuperar densidade e qualidade dos fios de forma significativa. "Em muitos casos, após meses de tratamento, o paciente se sente satisfeito com o resultado e o transplante deixa de ser uma necessidade imediata — ou até deixa de ser necessário por um longo período".
A SBD destaca que os tratamentos para queda de cabelo evoluíram nos últimos anos, com ampliação de opções terapêuticas e melhores resultados clínicos. Segundo o artigo publicado no PubMed Central, o microagulhamento associado à aplicação de medicamentos diretamente no couro cabeludo é uma alternativa eficaz no estímulo ao crescimento capilar.
"Protocolos clínicos muito eficazes, como a microinfusão de medicamentos na pele (MMP), que combina o microagulhamento com a aplicação de minoxidil e outros ativos diretamente no couro cabeludo, são capazes de estimular a circulação local, reativando folículos e promovendo o crescimento de novos fios. Além disso, há tratamentos orais, terapias com laser de baixa intensidade e outros protocolos que, combinados, entregam resultados expressivos sem nenhum procedimento cirúrgico", revela Dr. Marcelo Nogueira.
Para o médico da Clínica Alma, a queda capilar impacta muito mais do que a aparência, afetando também a autoestima, a confiança, a forma como o homem se vê e como acredita que os outros o veem. "Já acompanhei de perto o quanto a recuperação capilar transforma a vida de um paciente. Ele parece rejuvenescer, fica mais disposto, mais confiante. Não é fraqueza cuidar de si; é fundamental entender o que está acontecendo", conclui.
Para mais informações, basta acessar: alma.med.br/



