Close Menu
Portal FNTPortal FNT

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    9º Festival Ka.Ora celebra mulheres na canoa havaiana

    5 de outubro de 2026

    Cirurgia ao vivo é destaque do Neuro University Summit 2026

    5 de outubro de 2026

    Fator humano integra a gestão de riscos no transporte

    5 de outubro de 2026
    Portal FNTPortal FNT
    Button
    • Home
    • Cairo Still
    • Sem Travas
    • Local
    • Familia Verzola
    • Franca Cidadã
    • Mulher Q Empreende
    • Fato Esportivo
    • Porça News
    • Agora Franca
    • Intelecto Saber
    • +Colunas
      • Sociedade Organizada
      • HUMANARTE
      • Rádio FNT
      • Região
      • Viva Saudável
      • Edgar Ajax
      • Vitamina Podcast
      • Cultura
      • Brasil
      • Cultura
      • Tecnologia
      • Natureza Online
      • Still Audiovisuais
      • Uma Palavra de Fé
      • NOTÍCIAS CORPORATIVAS
    Portal FNTPortal FNT
    Notícias Corporativas

    Preconceitos sobre autismo permanecem na sociedade

    DINOBy DINO20 de abril de 2023
    Preconceitos sobre autismo permanecem na sociedade
    Preconceitos sobre autismo permanecem na sociedade

    Um dos principais desafios que ainda precisam ser enfrentados pelas pessoas com autismo é o do preconceito e da desinformação que ainda envolvem o assunto. Um exemplo disso apareceu no debate sobre a lei estadual que foi sancionada no último dia 6, em São Paulo, que dá validade indeterminada a laudos médicos que atestam os diagnósticos do chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas deficiências associadas. Essa lei chegou a ser vetada em fevereiro pelo governador Tarcísio de Freitas, com o argumento de que o autismo “poderia deixar de existir” em crianças, após passarem por um suposto “tratamento” – o que não é comprovado pela ciência. 

    Após ser muito criticado nas redes sociais pelo apresentador Marcos Mion (que é pai de um garoto com autismo), por outras famílias de autistas e por entidades de defesa dos direitos das pessoas com TEA, o próprio Tarcísio admitiu o erro e sancionou a lei, depois que o veto foi derrubado pela Assembleia Legislativa paulista, em 29 de março. Três projetos de lei semelhantes já foram apresentados na Câmara dos Deputados e estão em discussão nas comissões temáticas da Casa. 

    O episódio ilustra como a consideração do autismo como doença ainda é um dos principais mitos e distorções que grande parte da população tem em relação ao assunto. A psicóloga Ana Noriko Shiki (CRP 02/15853), professora e coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit Pernambuco), esclarece que, apesar de necessitar um diagnóstico com profissional, o autismo não pode ser considerado como doença, mas como um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta, em diferentes graus, as habilidades sociais, de comunicação e comportamento. Diz ainda que não há um consenso sobre a causa específica, mas há diversos fatores que são apontados como facilitadores do desenvolvimento dessa condição, incluindo os genéticos e os ambientais.

    Para ela, a sociedade atual é pautada em estereótipos e coloca o autismo em um “lugar” que diminui as pessoas com esta condição, o que acaba sendo um dos maiores erros ao lidar com o tema. “O próprio modo de que nos referimos a essas pessoas é limitante, os chamamos de ‘autistas’, mas eles não são apenas isso. Eles são Joãozinho, que gosta de dinossauro, ama dançar tal música, não gosta de ser abraçado e tantas coisas mais. Mas nós encapsulamos a pessoa apenas no diagnóstico. Isso limita as possibilidades da pessoa com autismo e do olhar da sociedade para ela”, lamenta a coordenadora. 

    Outra ideia que a sociedade mais atribui às pessoas com autismo é a que considera estas pessoas como “agressivas”, “temperamentais” ou “insociáveis”. Ana Noriko considera as generalizações como “questionáveis” e esclarece que, de fato, o autista tem dificuldades de comunicação e de fala, mas pode desenvolver as habilidades de comunicação próximas a de grande parte das pessoas, com a ajuda de profissionais especializados em áreas como neurologia, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicopedagogia. 

    “As pessoas com autismo podem apresentar maiores dificuldades de comunicar aquilo que pensam e sentem. Além disso, eles também podem ter algumas hipersensibilidades (sensoriais, auditivas, por exemplo) que os deixa mais vulneráveis a fatores externos. A soma desses fatores podem gerar maior resistência que poderá culminar em comportamentos indesejados socialmente. No entanto, vale ressaltar que eles precisam ser acolhidos nessas ‘entrelinhas’ e compreendidos para ajudar a sanar aquilo que está gerando o desconforto”, diz a professora.

    Como lidar? 

    O Brasil ainda não tem uma pesquisa oficial consolidada sobre o autismo no país. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) incluiu questões relacionadas ao TEA no Censo 2022, mas esses resultados específicos ainda estão sendo apurados. No entanto, estimativas não-oficiais, baseadas em estudos periódicos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que é a agência pública de saúde dos Estados Unidos, apontam que os autistas brasileiros somam entre 1 milhão e 2 milhões de pessoas nesta condição. 

    A edição mais recente da pesquisa do CDC, divulgada em 23 de março, mostra que o TEA afeta 1 em cada 36 crianças americanas de 8 anos, o que equivale a 2,8% da população local nesta faixa etária. Mostra ainda que a incidência destes diagnósticos cresceu em relação ao último estudo, de 2018, quando a proporção de crianças autistas era de 1 em cada 44, e que esse aumento se deu mais entre crianças negras, hispânicas e asiáticas: foi de 30%, contra 14,6% entre crianças brancas. A agência americana conclui que esse aumento aponta para uma influência da desigualdade social no crescimento de crianças com autismo. 

    Para a professora da Unit Pernambuco, ainda falta mais conhecimento, esclarecimento e compreensão das pessoas sobre o autismo, o que também esbarra na disseminação de informações distorcidas. Ela alerta que, por falta de orientações corretas e ajuda especializada, muitas crianças com autismo acabam sendo diagnosticadas tardiamente e enfrentando dificuldades de adaptação na escola e em seus círculos de amizade. 

    “A grande dificuldade hoje se dá por informações partidas e fora de contexto disseminadas nas redes sociais que levam leigos e profissionais não especializados a ‘diagnosticarem’ erroneamente crianças. A família, por sua vez, ainda possui muita resistência em levar uma criança com sinais de autismo e para uma avaliação especializada, por saberem todos os estigmas sociais com os quais terão que lidar a partir de um possível diagnóstico”, diz Ana, concluindo que, com esses problemas, perde-se um grande tempo no cuidado precoce e no suporte à criança autista à sua família.

    CIÊNCIA Educação POLÍTICAS SAÚDE E BEM-ESTAR SOCIEDADE

    Related Posts

    9º Festival Ka.Ora celebra mulheres na canoa havaiana

    5 de outubro de 2026

    Cirurgia ao vivo é destaque do Neuro University Summit 2026

    5 de outubro de 2026

    Fator humano integra a gestão de riscos no transporte

    5 de outubro de 2026
    -Clique e ouça
    Posts Recentes
    • 9º Festival Ka.Ora celebra mulheres na canoa havaiana
    • Cirurgia ao vivo é destaque do Neuro University Summit 2026
    • Fator humano integra a gestão de riscos no transporte
    • IMOBMEET estrutura migração de CRM para incorporadoras
    • Começa a colheita dos cranberries nos Estados Unidos
    Sobre nós

    Sua fonte para as notícias de qualidade, sem tendências políticas e ideológicas, a verdade sem manipulação. “Jornalismo Raiz”.

    Aceitamos sugestões de pauta.

    Envie-nos um e-mail: jornalismo@fatonoato.com.br

    Facebook Instagram YouTube
    Veja Também
    Empreendedorismo

    Franca Shopping completa 33 anos com renovação do mix e novas operações

    By Erismar Tanja Reg. 0093087/SP

    Com 106 operações, empreendimento amplia oferta de marcas e prepara novidades em gastronomia e entretenimento…

    Últimos dias: inscrições para Programa de Estágio Sabesp 2027 terminam dia 13/10 

    2 de outubro de 2026

    Fernando Rached Jorge destaca os 82 anos da ACIF e a importância da representatividade de Franca em Brasília

    29 de setembro de 2026

    O verdadeiro desafio do Brasil com IA nas salas de aula

    24 de setembro de 2026
    Arquivos
    • outubro 2026
    • setembro 2026
    • agosto 2026
    • julho 2026
    • junho 2026
    • maio 2026
    • abril 2026
    • março 2026
    • fevereiro 2026
    • janeiro 2026
    • dezembro 2025
    • novembro 2025
    • outubro 2025
    • setembro 2025
    • agosto 2025
    • julho 2025
    • junho 2025
    • maio 2025
    • abril 2025
    • março 2025
    • fevereiro 2025
    • janeiro 2025
    • dezembro 2024
    • novembro 2024
    • outubro 2024
    • setembro 2024
    • agosto 2024
    • julho 2024
    • junho 2024
    • maio 2024
    • abril 2024
    • março 2024
    • fevereiro 2024
    • janeiro 2024
    • dezembro 2023
    • novembro 2023
    • outubro 2023
    • setembro 2023
    • agosto 2023
    • julho 2023
    • junho 2023
    • maio 2023
    • abril 2023
    • março 2023
    • fevereiro 2023
    • janeiro 2023
    • dezembro 2022
    • novembro 2022
    • outubro 2022
    • setembro 2022
    • agosto 2022
    • julho 2022
    • junho 2022
    • maio 2022
    • abril 2022
    • março 2022
    • fevereiro 2022
    • janeiro 2022
    © 2026 ThemeSphere. Designed by Grupo Rádio Empresa Brasil.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.