O homem suspeito de ter assassinado a cabeleireira Raphaella Silva Fachinelli, de 28 anos, foi preso na tarde desta quinta-feira (13). O crime, que chocou moradores de Uberaba(MG), ocorreu na segunda-feira (10), dentro da casa da vítima, no bairro Valim de Melo.
A Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Uberaba, prendeu Marcelo Borges Moura Júnior por volta das 16h, na Rua Pedro Spessoto, no bairro Santa Cruz, em Franca, para onde ele tinha fugido. No momento, o suspeito estava entrando em um carro de aplicativo tentando ir para Ribeirão Preto e em seguida São Paulo.
Segundo informações da Polícia Civil, Marcelo confessou o crime durante o interrogatório. As autoridades apuram o caso como latrocínio (quando se mata para roubar), mas a polícia não descarta outras motivações.
Prisão e próximos passos
A prisão foi resultado de um trabalho conjunto entre as equipes da Polícia Civil de Uberaba e da FICCO. O homem foi levado para a Delegacia Regional de Uberaba, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Com a confissão, os investigadores agora buscam recuperar os bens da vítima e esclarecer detalhes sobre a execução do crime. A perícia já havia confirmado que Raphaella foi morta a facadas dentro da própria casa, e a principal linha de investigação segue sendo o latrocínio.
Entenda o caso
A cabeleireira de 28 anos, Raphaella Silva Fachinelli, foi encontrada morta na área de serviço de uma residência na segunda-feira (10), no bairro Valim de Melo, em Uberaba. A vítima apresentava ferimentos provocados por faca.
Segundo o delegado Eduardo Bonfim, o suspeito levou o carro, os cartões bancários e o celular da vítima, usando os dados dela para fazer compras e transferências. A motivação do crime, segundo as investigações, seria financeira.
A morte de Raphaella causou comoção entre amigos e familiares. Mãe solo de um menino de quatro anos, a cabeleireira era descrita como uma mulher alegre, trabalhadora e cheia de planos.
“A ficha não cai. Ela era uma amiga muito próxima, uma pessoa excepcional e mãe dedicada. Criava o filho sozinha e estava feliz, conquistando as coisas dela. Foi um crime brutal”, lamentou Maya Risso, amiga da vítima.
Outro amigo, Filipe Dias, relatou que o suspeito havia se reaproximado recentemente de Raphaella.
“Ela era como uma irmã para mim, uma das pessoas mais positivas que conheci. É devastador o que aconteceu. A gente só quer justiça”, disse.
Juan Madeira/ Uberlândia



