Pelo menos três mil litros de cachaça foram apreendidos nesta segunda-feira (6), em Franca, por suspeita de falsificação. Além da bebida, 1,5 mil garrafas também foram recolhidas.
Segundo o G1 os produtos estavam armazenados em um galpão na Avenida Dr. William Azzuz, no bairro Miramontes, zona Norte da cidade. O boletim de ocorrência foi registrado como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
De acordo com a Polícia Civil, uma denúncia anônima levou agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) até o local, onde funcionava uma distribuidora de bebidas.
O delegado Alan Bazalha Lopes, responsável pelo caso, acompanhou a ação junto com a Vigilância Sanitária e solicitou a perícia no estabelecimento.
Durante a operação, os agentes observaram que os rótulos das garrafas apresentavam sinais de adulteração ou falsificação, ainda de acordo com o boletim de ocorrência.
As bebidas apreendidas ficaram sob custódia da Vigilância Sanitária e a perícia coletou amostras para verificar a possível corrupção da bebida com substâncias proibidas, como metanol.
METANOL
O Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
Em todo o país, são 16 casos confirmados, sendo 14 em São Paulo e 2 no Paraná. As informações são enviadas pelos Estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS).
O metanol, também conhecido como álcool metílico ou álcool da madeira, é um composto químico impróprio para consumo humano, utilizado na produção de solventes, adesivos, pisos e biodiesel. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a intoxicação por metanol é grave e pode levar à cegueira permanente e até à morte.



