Munícipes questionam qualidade da obra em fase final antecipada e apontam descaso com o espaço público mais simbólico da cidade.
A prometida revitalização das praças centrais de Franca, incluindo a tradicional Praça Nossa Senhora da Conceição (Praça da Catedral) e a Praça Barão, vem gerando revolta e questionamentos entre os moradores. Orçada em R$ 2.423.118,56, a obra é realizada pela Prefeitura Municipal com recursos do Governo do Estado e tinha como previsão de conclusão para novembro de 2025. No entanto, o que se vê no local tem causado perplexidade.

Ao contrário do que o alto investimento sugere, o cenário atual é de canteiros áridos, bancos deteriorados, vegetação suprimida e um ambiente desolador, mais próximo de abandono do que de um projeto moderno e acolhedor. As fotos registradas recentemente mostram um espaço que pouco ou nada lembra a ideia de revitalização: árvores cortadas, concreto mal distribuído e estruturas simples que não justificam o valor aplicado até o momento.

A proposta inicial do projeto incluía alargamento de corredores, remanejamento de canteiros, instalação de bebedouros, bancos e bicicletário. A meta, segundo a administração, era tornar as praças mais acessíveis, arborizadas e agradáveis para a população. No entanto, o que se vê na prática tem gerado duras críticas da comunidade.
“Chamam isso de revitalização? Tiraram as árvores, colocaram cimento no lugar, deixaram bancos quebrados e agora dizem que isso vai custar mais de dois milhões? Isso é um desrespeito”, comenta indignado o comerciante Marcos, que trabalha nas imediações da praça.
Além da insatisfação com o aspecto visual, moradores também relatam transtornos diários com as obras, que se arrastam. Há ainda um aditamento contratual que gerou supressão de parte do valor inicial, aumentando o clima de desconfiança quanto à lisura e transparência da execução.

Mesmo com a promessa de conclusão para novembro deste ano, as pressas, desorganização e a baixa qualidade dos serviços realizados até agora têm colocado em xeque a credibilidade do projeto.
Franca, que sempre teve orgulho de suas praças históricas e bem cuidadas, agora vê seus cartões-postais principais em estado precário — e o que era para ser um marco positivo de urbanismo e planejamento pode acabar se tornando mais um símbolo de desperdício de dinheiro público e falta de cuidado com a cidade.
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