A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação “Martelo Final”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em estelionatos praticados pela internet por meio do chamado “Golpe do Falso Leilão”.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Guaíra, vinculada à Delegacia Seccional de Barretos, e resultou no cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado.
Dos cinco investigados que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, três foram capturados. Um homem e uma mulher foram presos em Jundiaí, enquanto outro homem foi localizado e detido na zona leste da capital paulista. Outros dois suspeitos continuam sendo procurados pelas equipes policiais.
Além das prisões, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Jundiaí, São Paulo e São Bernardo do Campo. Durante a operação, os policiais recolheram celulares, computadores, cartões bancários e outros dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia.
Como funcionava o golpe
As investigações começaram após uma vítima procurar a Polícia Civil relatando ter sido enganada ao tentar comprar um veículo anunciado em nome de uma tradicional empresa de leilões. Após realizar a transferência do dinheiro, a vítima descobriu que havia negociado com criminosos que utilizavam indevidamente a identidade visual e o nome da empresa legítima.
Segundo a investigação, o grupo criou sites falsos de leiloeiras, hospedados em servidores no exterior, e investia em anúncios patrocinados para que as páginas fraudulentas aparecessem em destaque nos mecanismos de busca da internet.
As vítimas eram atendidas por telefone e aplicativos de mensagens utilizando dados falsificados em nome das empresas verdadeiras. Após receberem os pagamentos, os criminosos distribuíam rapidamente os valores entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A Polícia Civil identificou uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, característica típica de organizações criminosas.
Apoio de diversas unidades
A operação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) do DEIC/DEINTER 3, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, das equipes da DIG/DISE de Barretos e da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos.
Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado pela fraude eletrônica e organização criminosa.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta a identificação de novas vítimas e de outros sites fraudulentos utilizados pelo grupo.
O delegado rafael Domingos, que coordenou a operação em Guaíra e Barretos, deu detalhes da ação policial. ASSISTA:
Orientação da Polícia
A Polícia Civil alerta a população para desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do valor de mercado, principalmente em leilões de veículos e imóveis. Também recomenda que os interessados acessem diretamente os sites oficiais das leiloeiras, verifiquem o registro da empresa nos órgãos competentes e nunca realizem pagamentos para contas de terceiros.
Em caso de suspeita de golpe, a orientação é registrar ocorrência e preservar comprovantes, conversas e demais documentos que possam auxiliar nas investigações.



