Um idoso de 85 anos, morador de Franca, foi vítima de um golpe de estelionato praticado por um homem que se passou por funcionário público. O caso aconteceu na manhã da última quarta-feira (15), por volta das 9h, na Rua Ângelo Melani, bairro Ângela Rosa, mas o boletim de ocorrência foi registrado no sábado, 18.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima havia estacionado o carro em frente à sua casa quando um homem, trajando capa de chuva de motociclista, se aproximou em uma moto e indagou ao aposentado se o CPF de final 06 era dele. Diante da afirmativa do idoso, o golpista disse que estava ali para entregar um envelope da Prefeitura que teria como objetivo atualizar cadastros do Detran-SP.
O criminoso, de pele parda e identidade ainda desconhecida, disse que o envelope continha “novas normas de segurança para atualização de dados cadastrais”, e que seria cobrada uma “taxa simbólica” de R$ 4,60 pelo deslocamento.

O idoso tentou efetuar o pagamento com uma cédula de R$ 5, mas o golpista recusou dizendo que o pagamento teria de ser feito por aplicativo ou cartão de crédito. Sem desconfiar, o aposentado pegou o cartão e entregou ao suposto entregador, que pediu a senha para realizar a cobrança. O estelionatário utilizou duas máquinas diferentes — uma verde e outra branca — alegando que a primeira só aceitava débito. Após a transação, com a aproximação de um neto do idoso, o golpista pediu um copo de água, dizendo que estava com muita sede. Enquanto o neto da vítima entrou na casa para buscar água, o bandido fugiu levando o cartão de crédito.
Pouco tempo depois, o aposentado percebeu que dentro do envelope havia apenas folhas em branco e, ao verificar o extrato bancário, constatou duas transações indevidas: uma de R$ 100 e outra de R$ 200.
Ao saber do ocorrido, o filho do aposentado, José Roberto, o acompanhou até a Magalu, onde o gerente comprovou as compras de R$ 300 e duas tentativas de R$ 3,5 mil e R$ 4 mil. O gerente bloqueou o cartão.
A Polícia Civil registrou o caso como estelionato contra idoso. A vítima foi orientada a apresentar representação criminal dentro do prazo legal de seis meses. O autor segue sendo procurado.
Veja a entrevista de José Roberto ao repórter Alexandre Silva, do portal FNT:



