Franca sempre foi a nata do basquete brasileiro. O título que nasceu nas quadras, ganhou as arquibancadas e atravessou gerações de torcedores agora terá o reconhecimento nacional: o projeto da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP) que oficializa a cidade como a Capital Nacional do Basquete virou lei. A notícia foi dada pelo vice-presidente da República e presidente em exercício, Geraldo Alckmin (MDB) ao prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB) nesta terça-feira.
“Falei agora com o vice-presidente da República, doutor Geraldo Alckmin. Ele acaba de sancionar a lei da Renata Abreu, que coloca nossa cidade (Franca) como, realmente, agora, por lei, a Capital Nacional do Basquete (…) então, estamos firmes aqui, juntos, fazer a nossa cidade cada vez melhor” , disse o prefeito em post nas redes sociais.
O PROJETO
O PL 127/2019 foi aprovado pela Comissão de Educação do Senado, em decisão terminativa, depois de já ter passado pela Câmara dos Deputados. A proposta seguiu para a etapa final: a sanção presidencial.
“Franca não precisava de uma lei para provar que é a Capital do Basquete. Esse título foi conquistado nas quadras, com uma história de vitórias, grandes atletas, técnicos, dirigentes e uma torcida que fez do basquete parte da identidade da cidade. O que faltava era o reconhecimento oficial do Brasil”, afirmou Renata Abreu.

Poucas cidades brasileiras têm tantos números para justificar esse título. Em 2026, o Sesi Franca Basquete conquistou pela quinta vez consecutiva o Novo Basquete Brasil (NBB). Com a vitória, chegou ao 16º título brasileiro de sua história e ampliou para 49 a coleção de troféus de expressão.
A galeria de conquistas inclui ainda 17 títulos do Campeonato Paulista, sete Sul-Americanos, quatro Pan-Americanos, dois da Copa Super 8, além da Champions League das Américas e da Copa Intercontinental da Fiba, conquistada em 2023. Foi nesse torneio que o time levou o nome da cidade ao topo do basquete mundial e mostrou, fora do país, a força de uma tradição construída ao longo de décadas.
INÍCIO NOS ANOS 1940
A ligação de Franca com o basquete começou a ganhar força na década de 1940. Desde então, o município formou atletas, técnicos e árbitros que ajudaram a projetar o basquete brasileiro dentro e fora do país.
Essa relação também ultrapassou as quadras. O esporte movimenta escolas, projetos sociais, categorias de base, academias e estabelecimentos comerciais, gera empregos e ajuda a impulsionar o turismo esportivo no município.
HÉLIO RUBENS, UM DOS SÍMBOLOS
Falar da trajetória do basquete de Franca é também falar de Hélio Rubens Garcia, um dos grandes nomes da modalidade no Brasil.
Jogador, técnico, ídolo e formador de talentos, Hélio Rubens ajudou a escrever alguns dos capítulos mais importantes dessa trajetória. Como atleta, foi medalhista em três Mundiais e, como técnico, campeão Pan-Americano. O legado continua com o filho, Helinho, atual treinador.
Para Renata Abreu, o título é, acima de tudo, um reconhecimento a todos os que participaram da construção dessa história. “Franca conquistou esse reconhecimento muito antes de ele chegar ao Congresso. Agora, o Brasil coloca no papel aquilo que todo francano já sabe: Franca é a Capital Nacional do Basquete.”
Com informações de Lola Nicolás (Podemos)
Fotos– franca.sp.gov e redes sociais



