As buscas pelo jovem Tiago Gomes Pereira, de 26 anos, desaparecido desde junho, podem ter chegado ao fim neste domingo, 23, com um desfecho trágico. É que familiares do jovem localizaram uma ossada e objetos pessoais que podem ser de Tiago. O encontro se deu em uma nova busca na região do Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho.
De acordo com o portal GCN/Sampi, o pai e o irmão de Tiago realizavam buscas por conta própria quando sentiram um forte odor em uma área de difícil acesso. Eles desceram uma ribanceira de aproximadamente 30 a 40 metros e encontraram os restos mortais entre as pedras.
Milene Pereira, irmã de Tiago, disse que roupas e objetos que seriam do jovem estavam próximos à ossada. A família acredita que animais tenham mexido nos restos mortais.
Segundo Milene, desde o desaparecimento de Tiago, no dia 21 de junho último, seu pai e outro irmão iam todo fim de semana em uma ribanceira para fazer as buscas.
“Hoje sentiram um forte cheiro por cima dessa ribanceira e foram achando um jeito para descer, porque é uma queda muito alta. Eles conseguiram descer e acharam tudo. A roupa dele, celular no bolso da calça”, contou.
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Franca foram acionados e estiveram no local do achado para levantamentos de praxe.
A identificação da ossada ainda dependerá dos trabalhos da perícia e dos exames necessários. As circunstâncias da morte também deverão ser investigadas.
Relembre o caso
Tiago Gomes Pereira desapareceu no dia 21 de junho, durante um passeio de bike, na região do Parque Estadual Furnas do Bom Jesus. As buscas oficiais pelo jovem foram realizadas durante oito dias consecutivos pelo Corpo de Bombeiros de Franca e suspensas no dia 29 de junho.
A suspensão das gerou críticas por parte da família do jovem. À época Milena questionou a decisão de suspender os trabalhos, principalmente após a localização da bicicleta do rapaz no sábado, 27 de junho.
Segundo Milena, houve uma promessa por parte das autoridades de que, caso algum pertence fosse achado, os esforços seriam redobrados naquela área específica, o que não aconteceu.
Por meio de nota oficial, o Corpo de Bombeiros informou que a operação foi desmobilizada “após criteriosa avaliação de todas as áreas de interesse e considerando todos os esforços empregados” ao longo de oito dias.
A corporação destacou que utilizou equipes de busca terrestre, drones com câmeras térmicas, cães farejadores e o helicóptero Águia da Polícia Militar. A operação contou com apoio de equipes da Fundação Florestal, Polícia Militar, Guarda Civil e das prefeituras de Pedregulho e Rifaina.
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