Por Alexandre Silva | FNT/Porça News
O que era para ser mais um dia comum de trabalho terminou em uma tragédia que mudou completamente a vida de um homem em Franca. Oito meses após ser vítima de uma tentativa de homicídio, Bruno Prado Silva Sousa, de 31 anos, concedeu entrevista exclusiva ao repórter Alexandre Silva e revelou, em detalhes, como tudo aconteceu no dia em que foi baleado.
Hoje, a realidade é dura. Bruno não anda mais. Vive acamado, depende de cuidados constantes e utiliza sete fraldas por dia. Segundo avaliação médica, o quadro é irreversível: ele não voltará a andar.
“Foi tudo muito rápido”, relata vítima
O crime aconteceu em agosto de 2025, na rua Sergipe, no bairro Vila Aparecida, em frente ao local de trabalho da vítima. Segundo Bruno, a situação começou com uma discussão que já vinha se arrastando.
Na entrevista, ele contou passo a passo os momentos que antecederam os disparos. De acordo com o relato, o suspeito, o mecânico Marcelo Ferreira, de 47 anos, chegou ao local e iniciou uma nova discussão.
“Ele já veio alterado. A gente discutiu, mas eu não imaginava que aquilo ia terminar desse jeito”, contou Bruno.
Ainda segundo a vítima, em questão de segundos, o suspeito sacou uma arma e efetuou os disparos.
“Eu só lembro do barulho e depois já caí. Foi tudo muito rápido. Não deu tempo de reagir”, disse.
Bruno foi atingido no peito e socorrido em estado gravíssimo à Santa Casa, onde ficou internado por um longo período.

Vida transformada
Desde então, a vida da vítima nunca mais foi a mesma. As sequelas são permanentes e exigem cuidados intensos no dia a dia.
Sem conseguir se locomover, Bruno permanece a maior parte do tempo deitado. A rotina passou a ser marcada por limitações físicas, dependência e tratamento contínuo.
“Minha vida acabou naquele dia”, desabafou.
Familiares relatam que, além das dificuldades físicas, o impacto emocional também é profundo.
Investigação sem desfecho
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma dívida de cerca de R$ 1.500 e desentendimentos anteriores, incluindo supostas ameaças.
Após o ocorrido, o suspeito fugiu, mas dias depois se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, acompanhado de advogado. Como não havia mandado de prisão, ele foi ouvido e liberado.
Até hoje, a arma utilizada no crime não foi localizada.
Outro ponto que chama atenção é que, segundo o apurado, o investigado possui registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), condição que envolve fiscalização federal, mas não há confirmação de comunicação formal às autoridades competentes.
Inquérito parado
Segundo o advogado doutor Paulo, de um escritório conceituado de Franca, o caso segue sem avanços significativos.
De acordo com ele, o inquérito policial permanece parado na sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, o que aumenta ainda mais a sensação de demora na resolução.
Sensação de impunidade
Enquanto o caso segue sem desfecho, o suspeito continua em liberdade. A situação tem gerado indignação entre familiares e pessoas próximas à vítima.
Para Bruno, a dor vai além das limitações físicas.
“Eu estou preso numa cama. E quem fez isso comigo está solto”, afirmou.
VEJA A ENTREVISTA EXCLUSIVA DE BRUNO AO REPÓRTER ALEXANDRE SILVA:



