A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca, investiga um empresário de 59 anos suspeito de estupro de vulnerável. A denúncia foi registrada por um jovem de 27 anos, que relatou abusos ocorridos durante a infância, quando tinha cerca de seis anos de idade.
Segundo o boletim de ocorrência, os fatos teriam acontecido entre os anos de 2004 e 2007, período em que o suspeito mantinha relacionamento com a mãe da vítima e convivia com a família. O jovem afirmou às autoridades que os abusos ocorreram de forma reiterada dentro de uma residência na zona rural do município, com o suspeito aproveitando-se de momentos em que ficava sozinho com a criança.
Primeiro abuso
No início da mudança para a casa do suspeito, a vítima era levada para passear e na volta do passeio assistia a filmes com o empresário. Na primeira investida , valendo-se de ocasião em que a mãe da criança saiu para o trabalho, o empresário convidou o menino para assistir a um filme. “Vamos assistir algo melhor dessa vez. Vou achar algo que você vai gostar mais”, teria dito o suspeito, para em seguida exibir filme de conteúdo pornográfico, deixando o menino bastante assustado. Em dado momento, o empresário praticou penetração anal contra a vítima, sob o argumento de que a criança “ia perdendo a vergonha”. Após o ato sexual, o suspeito teria dito para a vitima não contar nada a sua mãe e caso contasse diria que era mentira e que acreditariam no suspeito. Com medo e se sentindo coagido, a vítima optou pelo silêncio.
Virou rotina
O fato se repetiu seguidas vezes num cômodo existente nos fundos da casa da mãe do empresário, local destinado ao armazenamento de mel e num mercadinho na frente do imóvel, onde o empresário exibia vídeos pornográficos em televisão ou notebook.
Ainda conforme o registro policial, anos depois, já aos 14 anos, a vítima teria voltado a ter contato com o investigado por conta de uma oportunidade de trabalho, ocasião em que um novo episódio de violência sexual teria ocorrido. Já no primeiro dia de trabalho, o empresário solicitou que o então adolescente entrasse no seu veículo e passou a fazer perguntas de cunho íntimo, do tipo se ele estaria saindo com muitas mulheres, ocasião em que a vítima se esquivou.
Na última vez, em data de pagamento, o suspeito chamou o adolescente ao seu escritório, exibiu filme pornográfico e manteve relação sexual com ele. Após este episódio, a vítima não mais retornou ao trabalho e tampouco teve novos contatos com o empresário.
Empresário teria feito depósito de R$ 20 mil
O caso veio à tona recentemente após a vítima buscar acompanhamento psicológico e psiquiátrico e relatar os fatos a familiares. Conforme o boletim de ocorrência, parentes da vítima procuraram o investigado para conversar sobre as acusações. Durante o encontro, ele teria oferecido dinheiro para que o assunto não fosse levado às autoridades, realizando posteriormente um depósito no valor de R$ 20 mil na conta de uma tia da vítima. A conversa teria sido gravada e o comprovante apresentado à polícia.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, e segue sob investigação da Polícia Civil.



