CANDIDATOS DE FRANCA: ATÉ QUANDO A IMPRENSA LOCAL SERÁ IGNORADA?
Há bastante tempo venho frisando, tanto nesta coluna quanto em nosso programa de televisão, a importância de Franca voltar a eleger um deputado federal da cidade, depois de tantos anos sem um representante legítimo de nossa comunidade na Câmara dos Deputados. Mas, infelizmente, ao observarmos as campanhas que estão sendo construídas, fica a preocupante impressão de que Franca poderá, mais uma vez, ficar sem representação na esfera federal. E parte da responsabilidade, é preciso dizer com todas as letras, está nos próprios candidatos e, principalmente, em suas equipes de campanha. São erros grotescos de estratégia e comunicação, ao ignorarem a imprensa local, deixarem convites para entrevistas sem resposta e apostarem todas as fichas nas redes sociais, como se apenas o ambiente digital fosse suficiente para conquistar uma eleição. Não é! Quem conhece a realidade de Franca sabe que a imprensa local continua tendo enorme força, credibilidade e capacidade de diálogo com a população. Tanto é verdade que candidatos de fora da cidade compreendem isso perfeitamente: atravessam quilômetros, procuram os veículos de comunicação de Franca, concedem entrevistas, apresentam suas propostas, contam suas trajetórias e buscam conquistar o eleitor francano. Enquanto isso, alguns candidatos daqui simplesmente permanecem ausentes. É uma contradição que precisa ser registrada e, acima de tudo, questionada. Como querem representar Franca em Brasília se, antes mesmo da eleição, não demonstram disposição para conversar com os veículos que ajudam a informar a própria população francana? Rede social é importante, ninguém discute. Mas eleição se faz com presença, diálogo, credibilidade, contato com as pessoas e ocupação dos espaços onde o eleitor está. Por isso, fica aqui uma crítica severa, mas necessária: candidatos e equipes precisam acordar enquanto há tempo! Ignorar a imprensa local não é modernidade. Pode ser, simplesmente, um grave erro político e eleitoral. E, se Franca novamente ficar sem deputado federal, depois não adianta reclamar da falta de representatividade. O eleitor cobra, mas também observa quem realmente esteve presente e quem preferiu ficar distante.



