Faixa etária concentra 50,39% dos trabalhadores da indústria calçadista de Franca, que mantém 13.187 empregos formais e reúne 3.104 empresas ativas
Mais da metade dos trabalhadores formais da indústria calçadista de Franca tem entre 40 e 59 anos. É o que aponta levantamento do IE-ACIF (Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca), com base em dados da Rais 2025. Essa faixa etária representa 50,39% dos profissionais do setor, evidenciando a presença de trabalhadores experientes em uma atividade que atravessa gerações e integra a história econômica do município. Os dados ganham destaque neste 25 de outubro, Dia do Sapateiro.
“Mesmo com a diversificação da economia francana ao longo dos anos, a indústria calçadista permanece relevante para a geração de emprego e renda. Segundo o Caged de agosto de 2026, o segmento emprega formalmente 13.187 pessoas na cidade. São 3.104 empresas ativas, das quais 41,4% são Microempreendedores Individuais (MEIs)”, informa o economista responsável pelo IE-ACIF, Rodrigo Souza.
Para o presidente da ACIF, Fernando Rached Jorge, o setor tem uma contribuição que vai além dos números, por sua participação no desenvolvimento e na identidade de Franca.
“Franca construiu parte importante de sua história econômica a partir da indústria calçadista. Valorizar o Dia do Sapateiro é reconhecer os profissionais que ajudaram a consolidar essa trajetória e que continuam contribuindo para a economia da cidade. Embora Franca tenha ampliado sua atuação em outros segmentos, o calçado segue sendo uma atividade estratégica, que merece reconhecimento e condições para continuar se desenvolvendo”, afirma.
Experiência e qualificação no setor
Além da predominância de profissionais entre 40 e 59 anos, o levantamento aponta que 30,82% dos trabalhadores têm entre 25 e 39 anos. Os jovens até 24 anos representam 12,34%, enquanto aqueles com mais de 60 anos correspondem a 6,45%.
O tempo médio de permanência no emprego é de 42 meses e oito dias, aproximadamente três anos e meio. Já a remuneração média mensal registrada é de R$ 2.756,82.
O estudo também revela que as mulheres representam 45% dos trabalhadores formais do setor, enquanto os homens correspondem a 55%. Em relação à escolaridade, 77,15% dos profissionais têm ensino médio, 15,52% possuem ensino fundamental e 7,33% têm ensino superior.
Entre as ocupações que concentram mais empregos estão preparador de calçados, com 18,2% dos postos de trabalho, sapateiro de calçados sob medida, com 13,2%, e acabador de calçados, com 10,3%. Também aparecem entre as principais funções costuradores e cortadores de calçados, preparadores de solas e palmilhas e montadores.
Para o economista, os dados permitem observar a diversidade de funções que sustentam a atividade. “A indústria calçadista não depende de uma única ocupação, mas da integração de diferentes profissionais ao longo da produção. O perfil identificado reforça a relevância dessas especialidades e da experiência adquirida no trabalho para a continuidade da atividade em Franca”, acrescenta Rodrigo.
O levantamento do IE-ACIF tem como base dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) 2025 e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de agosto de 2026.



