Na sexta-feira (2) foi dado o pontapé inicial da Copinha 2026, a tradicional Copa São Paulo de Futebol Jr., a mais importante competição de base do futebol brasileiro. Logo pela manhã, o segundo jogo do dia foi disputado num estádio, no mínimo, peculiar.
O Estádio Galileu de Andrade Lopes fica na cidade de Patrocínio Paulista e recebeu Ponte Preta x Coritiba, às 11h. Até aí, nada de mais, pois trata-se de mais um acanhado estádio de uma simpática cidade do interior do Brasil.
Mas diferentemente do conceito de estádio fantasma, onde o local simplesmente existe, mas não recebe jogos nem torcida, este aqui recebeu este nome nesta reportagem por ficar ao lado do cemitério municipal da cidade. E mais, ele é utilizado pelo Esporte Clube Meia-Noite, SAF que atualmente atua exclusivamente com equipes de base, a partir do sub-11, mas que espera estrear como profissional no fim da década.
O Estádio Galileu de Andrade Lopes tem capacidade para 1.800 pessoas vivas e recebe os jogos do grupo 14 da Copinha. Além de Coritiba e Ponte Preta, tem ainda o EC Meia-Noite, dono da casa, e o Real, de Roraima.
A Avenida Marina Maria Chaves Barcellos separa torcedores do local do descanso eterno de outros moradores da cidade de cerca de 15 mil habitantes.
Participante da Copinha, EC Meia-Noite joga ao lado do cemitério
De acordo com reportagem do ge.globo, o EC Meia-Noite foi criado em 1959 e seu nome surgiu de uma forma curiosa. UM grupo de amigos que buscava montar um time de futebol resolveu se reunir num bar à noite e entre uma cerveja e outra, olhou para a o relógio da torre da igreja e ao ver os ponteios marcarem meia-noite resolveram dar esse nome à nova agremiação.
Atualmente transformada em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), o EC Meia-Noite é gerido por Edson Faleiros, empresário do ramo imobiliário e ex-jogador do clube, na época do futebol amador. Com ele está na parceria o resposável pela carreira do ex-jogador Cicinho, Juliano Leonel.
— É um nome forte na região. É um nome exótico. Pode despertar uma curiosidade de um futebol raiz, da badalada do sino da igreja do bar, que dava 12 badaladas meia-noite, de ficar perto do cemitério — disse Faleiros, em entrevista ao ge em 2024.
O objetivo é tornar o Meia-Noite um clube formador, mas até o fim desta década também atuação no futebol profissional. E apesar de toda essa história de sinos, meia-noite e cemitério, não há registros de fenômenos sobrenaturais relatados no estádio. Até agora.



