O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no hospital DF Star, em Brasília, na tarde desta terça-feira, com crise forte de soluço, vômito e pressão baixa. Ele foi levado à emergência da unidade, acompanhado de policiais penais, que reforçaram o esquema de segurança com homens armados inclusive na porta do quarto de Bolsonaro. Por ter sido uma urgência, a defesa não entrou antes com pedido de autorização no STF. A prisão domiciliar prevê que ele pode ir ao hospital sempre que tiver uma emergência sem comunicar ao Supremo, desde que depois envie um relatório médico em um prazo de 24h. Após a internação, o médico, Leandro Echenique, informou que houve necessidade dele ir à emergência por causa de um quadro de mal-estar, sensação de desmaio e vômitos com queda da pressão arterial.
O outro médico que acompanha Bolsonaro, Cláudio Birolini, veio de São Paulo para acompanhar Bolsonaro. O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, viu o pai, e disse que ele ficou alguns segundos sem respirar por causa da crise.
O vice-líder da oposição na Câmara, o deputado Evair de Melo, disse que a situação de Bolsonaro foi um episódio de urgência.
No último domingo, ele ficou cerca de 6 horas no hospital, onde passou por um procedimento de retirada de lesões na pele. O boletim médico ainda informou um quadro de anemia por deficiência de ferro e a tomografia mostrou imagem residual de uma pneumonia recente.



