Mais de 51 mil ausências: Franca não pode se omitir
É preciso falar com firmeza: mais de 51 mil eleitores de Franca deixaram de comparecer às urnas nas últimas eleições. Um número assustador, que precisa provocar reflexão — e, principalmente, indignação. Não se trata apenas de faltar a uma obrigação eleitoral. Trata-se de abrir mão de participar das decisões que influenciam diretamente o futuro da nossa cidade. Enquanto milhares reclamam da falta de representatividade, de recursos, de investimentos e de força política para Franca, mais de 50 mil pessoas simplesmente decidiram não ir votar. E aqui está uma das grandes contradições: Franca poderia, sim, eleger mais representantes e ampliar sua força política, mas isso depende também da participação do eleitor. Cada voto conta. Cada escolha pode fazer diferença. Cada ausência, por outro lado, enfraquece a capacidade da cidade de construir uma representação verdadeiramente comprometida com seus interesses. É preciso acabar com a ideia de que “meu voto não faz diferença”. Faz, e muita! Quando milhares deixam de votar, Franca perde voz, perde força e perde oportunidades. Depois, não adianta reclamar. Quem não participa também abre mão do direito de cobrar. Franca precisa de uma população mais consciente, participativa e comprometida com seu próprio futuro. Mais de 51 mil abstenções não podem ser tratadas como um simples número nas estatísticas eleitorais. É um alerta. E dos mais sérios.



