O Auditório do Senac Franca recebeu, na segunda-feira (13), o 1º Fórum de Turismo Rural da Alta Mogiana, promovido pela Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC), em parceria com o Sebrae-SP, o Senac Franca, o Sindicato Rural de Franca e o Sistema Faesp/Senar-SP. O encontro reuniu produtores rurais, empreendedores, especialistas, representantes de instituições e do poder público para discutir estratégias de fortalecimento da Rota do Café da Alta Mogiana e ampliar o turismo rural como ferramenta de desenvolvimento econômico, valorização da cultura e geração de oportunidades para toda a região.
A programação contou com uma experiência sensorial de degustação de cafés especiais e produtos das propriedades participantes da Rota do Café da Alta Mogiana. Em seguida, o fórum promoveu duas mesas-redondas. A primeira reuniu profissionais que atuam em rotas turísticas consolidadas e maduras no Estado de São Paulo para compartilhar experiências, apresentar casos de sucesso e inspirar os participantes com práticas já aplicadas em outros territórios.
Na sequência, a segunda mesa-redonda reuniu representantes do Sebrae-SP, do Senac, do Sesc e do poder público para discutir os principais desafios do turismo rural na Alta Mogiana e identificar, de forma conjunta, caminhos para fortalecer o desenvolvimento territorial da região.
Para a gestora da AMSC, Martha Grill, o principal objetivo do fórum foi promover a troca de experiências e construir, de forma coletiva, estratégias para impulsionar o turismo rural na Alta Mogiana. “A programação foi dividida em dois momentos. Primeiro, convidamos profissionais que atuam em rotas turísticas já consolidadas para entendermos o que está dando certo, quais desafios enfrentaram e o que podemos aprender com essas experiências. Depois, reunimos instituições, poder público, produtores rurais e todos os envolvidos no setor para identificar quais são as principais dores do turismo rural na Alta Mogiana e discutir como podemos construir soluções que promovam o desenvolvimento territorial da nossa região.”
Abrindo o ciclo de debates, a especialista Grace Santos, que atua no desenvolvimento do turismo no Circuito das Frutas, em Jundiaí, destacou a importância da troca de experiências entre regiões que já contam com roteiros turísticos consolidados. “É uma satisfação participar do início de um projeto com o potencial da Rota do Café da Alta Mogiana. O universo dos cafés especiais é apaixonante, e compartilhar experiências entre territórios fortalece todos os envolvidos nesse processo de construção.”
Durante a mesa de debates, representantes das instituições parceiras discutiram formas de ampliar a integração entre os diversos atores envolvidos no desenvolvimento do turismo regional.
João Paulo Arciprete, consultor de negócios do Sebrae-SP, destacou que o fórum representa um passo importante para fortalecer a integração entre os diversos setores envolvidos no desenvolvimento da região. “O 1º Fórum de Turismo Rural da Alta Mogiana marca um importante momento de articulação entre produtores rurais, empreendedores, gestores públicos e instituições parceiras. Ao integrar turismo, agricultura, cultura, gastronomia e cafeicultura, o evento contribui para valorizar as identidades locais e criar oportunidades de geração de renda no meio rural. O Sebrae-SP atua como parceiro nesse processo, oferecendo capacitação, incentivando a inovação, aproximando mercados e fortalecendo a governança regional. Essa construção coletiva é fundamental para consolidar a Alta Mogiana como um destino de turismo rural reconhecido pela autenticidade, qualidade e sustentabilidade.”
Representando o Sesc São Paulo, Carolina Paes de Andrade ressaltou que iniciativas como o fórum fortalecem o diálogo e a construção coletiva. “Um encontro como esse é extremamente relevante porque promove o diálogo entre diversos setores para pensar, de forma conjunta, o desenvolvimento turístico da região. Esses espaços favorecem a construção de redes, estimulam novas parcerias e fortalecem os territórios.”
A secretária de Inovação e Desenvolvimento de Franca, Lucimara Correia do Prado, destacou que o fortalecimento do turismo rural gera impactos positivos em diversos segmentos da economia. “Quando uma pessoa visita uma fazenda para conhecer o café, ela também utiliza hotéis, restaurantes, o comércio e conhece outros atrativos da cidade. É um movimento que fortalece toda a economia local.”
Ela também lembrou que Franca ocupa atualmente a categoria B no Mapa do Turismo Brasileiro, fator que amplia as possibilidades de investimentos e desenvolvimento do setor. “Quando diferentes instituições trabalham juntas, todos ganham: produtores, empreendedores, comerciantes e toda a cadeia econômica.”
O prefeito de Itirapuã, Gerson Alves Pereira, que também participou do evento, afirmou que o turismo rural representa uma oportunidade para diversificar a renda das propriedades e valorizar ainda mais a produção agrícola da região. “Temos uma região com enorme potencial turístico. Muitos produtores podem agregar novas fontes de renda aproveitando suas propriedades para receber visitantes. Esse é um caminho que fortalece a agricultura e valoriza ainda mais aquilo que já produzimos.”



