A investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca sobre o assassinato de Milton de Sousa do Prado teve novos desdobramentos neste sábado (11). Além da localização de dois corpos em uma área rural de Sacramento (MG), a polícia encontrou o veículo que teria sido utilizado no transporte das vítimas.
O automóvel foi localizado na Rodovia João Traficante, que liga Franca (SP) a Ibiraci (MG), na altura do quilômetro 25, abandonado em meio a um cafezal e completamente queimado. A Polícia Civil acredita que o incêndio pode ter sido provocado para eliminar vestígios do crime. O veículo passará por perícia.
Na quinta-feira (9), dois corpos foram encontrados em uma área rural de Sacramento (MG) e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Araxá (MG), onde seguem passando por exames de identificação. A principal linha de investigação é de que sejam de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, desaparecidos desde os desdobramentos do homicídio de Milton. A confirmação oficial ainda depende dos laudos periciais.
Segundo a Polícia Civil, o desaparecimento dos dois homens desencadeou uma sequência de crimes que culminou no sequestro de Andresa de Oliveira, de sua filha adolescente M.G.O.P., de 14 anos, e de uma recém-nascida de apenas 14 dias.
As vítimas foram resgatadas por investigadores do Setor de Homicídios da DIG em uma residência no Jardim Aeroporto III, em Franca. No local, foi preso Wellington Amorim da Silva, de 43 anos, apontado pela investigação como responsável por vigiar as vítimas durante o período em que permaneceram em cárcere privado.

Durante a perícia na casa, os policiais encontraram colchão, embalagens de refeições, restos de alimentos, fraldas descartáveis e pomada para assaduras, indicando que as vítimas permaneceram confinadas por vários dias.
Em depoimento, Andresa afirmou que, após a morte de Milton, passou a sofrer ameaças para informar o paradeiro de Rafael e Guilherme e relatou que a família foi levada para diferentes endereços antes de ser mantida em cativeiro.
Outro ponto que preocupa os investigadores é o desaparecimento de Maria Isabel Oliveira Prado, que foi separada das demais vítimas e ainda não foi localizada. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela possa continuar em poder dos criminosos e mantém as buscas.

Com a localização dos corpos, a descoberta do veículo queimado e as prisões já efetuadas, a investigação entra em uma nova fase. A Polícia Civil busca esclarecer toda a dinâmica dos crimes, identificar os demais envolvidos e localizar Maria Isabel Oliveira Prado.



