Moradores da Avenida Reynaldo Chioca, no bairro Parque Progresso, na zona sul de Franca, voltaram a denunciar uma situação que, segundo eles, tem se tornado cada vez mais preocupante: uma adega da região que estaria se transformando em ponto de “pancadão”, confusões generalizadas e até circulação de pessoas armadas durante as madrugadas de fim de semana.
De acordo com os relatos, o local tem atraído grandes aglomerações, com música em volume extremamente alto, consumo de bebidas nas calçadas e constantes brigas. Para quem vive nas proximidades, a sensação é de que a avenida virou um verdadeiro “ponto sem lei”, marcado pela falta de patrulhamento e de fiscalização efetiva.
Um vídeo gravado por moradores mostra o tamanho do problema. Nas imagens, é possível ver a avenida completamente tomada por pessoas e uma briga envolvendo cerca de 35 a 40 indivíduos. A confusão começa na calçada, em frente ao estabelecimento, mas rapidamente se espalha para o meio da via, chegando a interromper a passagem de veículos.
Empurrões, socos e gritos tomam conta da cena enquanto várias pessoas participam ou tentam apartar a briga. Em determinado momento do vídeo, um homem aparece com um revólver na cintura, o que aumentou ainda mais o medo e a revolta de quem mora na região.
Para os moradores, a presença de alguém armado em meio à multidão é um sinal claro de que a situação está fora de controle e pode terminar em uma tragédia.
Segundo os relatos, a baderna teria durado praticamente toda a madrugada, com a confusão mais intensa acontecendo por volta das 6 horas da manhã. Muitos afirmam que esse tipo de situação se repete frequentemente aos fins de semana.
Moradores também relatam que ligam constantemente para o telefone 190, tentando acionar a Polícia Militar quando as aglomerações começam, mas dizem que o problema persiste e que o policiamento é insuficiente para coibir as confusões.
Além da falta de patrulhamento, a comunidade também cobra mais atuação da Polícia Civil, principalmente na identificação e responsabilização de pessoas que aparecem armadas em meio às aglomerações. Para eles, a presença de armas em eventos desse tipo exige investigação e medidas firmes para evitar que episódios de violência se agravem.
“Está virando terra de ninguém. Tem briga, som alto, gente armada e ninguém faz nada. A gente fica com medo dentro da própria casa”, relatou um morador que prefere não se identificar.
Procurada, a Prefeitura de Franca informou, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, que o estabelecimento possui alvará de funcionamento e que o local passa por acompanhamento e fiscalização conforme a legislação vigente.
Mesmo assim, moradores afirmam que a situação está cada vez mais fora de controle e pedem uma ação conjunta das autoridades para garantir segurança, ordem e tranquilidade na região, antes que um episódio ainda mais grave aconteça.



