O menino Davi Miguel, de 11 anos, viveu mais um drama em sua luta pela vida neste domingo, 8. É que a empresa de plano de saúde Hapvida teria ignorado o convênio pago por familiares do garoto e se recusado a disponibilizar uma ambulância para transportar Davi Miguel de Franca para um hospital em São Paulo, aumentando o desespero dos seus pais, Jesimar e Dinea Gama. A recusa gerou indgnação e revolta a ponto de familiares da criança recorrerem às redes sociais para denunciar o descaso da Hapvida.
VEJA O POST NO FACEBOOK E NO INSTAGRAM:
“Hoje escrevo como mãe/pai, com o coração apertado e cheio de indignação.
Meu filho, Davi Miguel, está internado e precisou ser transferido para São Paulo. Algo que deveria ser tratado com urgência e humanidade se transformou em sofrimento.
O convênio Hapvida negou a ambulância por quatro vezes. Quatro negativas diante de uma criança que precisava de cuidado, respeito e responsabilidade.
Não estamos falando de favor. Estamos falando de direito, de vida, de dignidade.
Fica aqui nossa indignação, nossa dor e nosso pedido por mais empatia e compromisso com quem confia e paga por um serviço esperando proteção nos momentos mais difíceis.
Davi é forte, é um guerreiro, e seguimos lutando por ele. Mas nenhuma família deveria passar por isso”, foi o post de Movidos Pela Vida no facebook.
Tão logo o caso foi divulgado um grande número de internautas se prontificou a deixar comentários a favor de Davi Miguel nas redes sociais.
Kellynhaa comentou no Instagram “Muito me indigna a forma como crianças como o Davi ainda são tratadas neste país.
Conheço o Davi desde bebê. Estive em um quarto de hospital com a Dineia e com ele, em Ribeirão Preto, após meses de internação, e sei da luta dessa família pela saúde do Davi.
Eu mesma já passei por isso quando precisei transportar minha filha da minha cidade para São Paulo, e a burocracia me impedia.
Davi merece, no mínimo, a dignidade de um atendimento. Ele precisa disso para o bem-estar e para a saúde dele. Pelo amor de Deus! Até quando, Davi?”
Deia Souza comentou no facebook: “A msm coisa aconteceu cm minha filha , foram mais de um mês correndo atrás de socorro pra ela , cm convulsões, dores , e nada dos médicos do Hospital do Câncer de Franca e do hospital do coração, dar o atendimento que ela precisava , resultado disso foi 44 dias internada, 22 dias em coma na UTI e hoje minha filha que estava totalmente reestabelecida do câncer cerebral ,está acamada ,traqueostomizada e sofrendo muito , esses profissionais deveriam serem presos e perder os diplomas que tanto gastaram para obter, o descaso médico deveria ser tratado criminalmente cmo crime hediondo”.
A reportagem do FNT manteve contato com a Central de Atendimento do Hapvida, porém, ainda não obteve resposta.
QUEM É DAVI MIGUEL
Davi Miguel Gama, de 11 anos, morador da região Norte de Franca, é conhecido em toda a cidade por sua história de luta pela vida. Ele vive sob cuidados médicos constantes por conta de uma inclusão das microvilosidades intestinais, doença que inviabiliza a absorção de nutrientes no organismo, desde que nasceu.
Em 2019, depois de 52 dias de internação no Hospital Municipal Menino Jesus, em São Paulo, o menino ainda retornava ao menos uma vez por mês para consultas e exames, mas foi liberado para seguir com o tratamento em casa.
“Ele tem consultas regulares, uma vez por mês, dependendo do resultado dos exames tem que ir toda semana. Só se tiver alguma intercorrência e não der tempo tem que passar pelo hospital daqui e é feita a transferência”, disse à época, o pai, o sapateiro Jesimar Aparecido Gama.
O tratamento básico, para suprir a falta de absorção dos alimentos, significa passar 12 horas por dia conectado a um equipamento que garante a sua nutrição parenteral, ou seja, diretamente nas veias.
Por meios próprios a família encaminhou Davi para São Paulo, onde se encontra internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Infantil Menino Jesus.Jesimar Gama, pai do menino, disse que o filho já está realizando todos os exames e tratamento necessários.



