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    • Profissional de sólida trajetória, Dr. Wallace Souza é um nome de destaque na advocacia, especialmente no Direito Bancário. Com mais de 17 anos de experiência em instituições financeiras, leva para a advocacia um conhecimento diferenciado e uma visão estratégica na busca pelas melhores soluções para empresas e produtores rurais. Sua atuação abrange contratos bancários, ações revisionais, busca e apreensão, reestruturação de dívidas, crédito rural e gestão de passivos — sempre com seriedade, experiência e compromisso. Um profissional preparado para transformar conhecimento em resultados e segurança jurídica. E neste mês de agosto, em que é comemorado o Mês dos Advogados, ele recebe nossa carinhosa homenagem em nossa página de hoje.
    • Entre os nomes que dignificam a advocacia de nossa cidade, destaca-se com brilho próprio a Dra. Aline Scotti, profissional respeitada e admirada por sua competência, dedicação e, sobretudo, por sua conduta exemplar. Com uma trajetória marcada pelo profissionalismo, ética e compromisso com a Justiça, Dra. Aline conquistou o reconhecimento de seus colegas e de toda a comunidade jurídica francana. É com grande satisfação que nossa coluna presta a ela este destaque especial, como forma de reconhecer uma profissional que representa, com muita competência e elegância, a força e a seriedade da advocacia de Franca. Nosso carinho, admiração e aplausos à Dra. Aline Scotti!
    • – Dedicado, capacitado e comprometido com o exercício da advocacia, o Dr. Lucas Noronha Mariano é um profissional que merece todo o nosso reconhecimento e destaque. Com conhecimento, seriedade e uma atuação pautada pela ética, vem construindo uma trajetória de respeito no cenário jurídico. Seu profissionalismo, aliado à dedicação em cada causa e ao compromisso com seus clientes, traduz a essência de um advogado preparado para os desafios da profissão. Dr. Lucas Noronha Mariano: competência, credibilidade e dedicação a serviço da Justiça.
    • À frente do Colégio Mundo do Saber, o casal Regnon Molina e Larisse Castaldi merece todo o reconhecimento pelo trabalho sério, dedicado e apaixonado que realiza em favor da educação. Com visão empreendedora, sensibilidade e profundo compromisso com o desenvolvimento dos alunos, os diretores vêm construindo uma trajetória marcada pela qualidade, inovação e, acima de tudo, pelo carinho com cada família que confia ao colégio a formação de seus filhos. Regnon e Larisse são exemplos de gestores que acreditam que educar é transformar vidas e preparar um futuro melhor. Um trabalho que merece aplausos, respeito e o nosso mais sincero destaque!
    • A jovem cirurgiã-dentista Dra. Maria Rita Perente representa a nova geração da odontologia: dedicada, atenta aos detalhes e comprometida com a excelência em cada atendimento. Com olhar cuidadoso e abordagem humanizada, alia conhecimento técnico atualizado à sensibilidade no cuidado com seus pacientes. Seu profissionalismo, ética e paixão pela área odontológica refletem não apenas competência, mas também o propósito genuíno de transformar sorrisos e promover bem-estar.
    • Empresário de destaque e nome que vem ganhando força no cenário político, Alexandre Tabah, candidato a deputado estadual pelo Partido Novo, coloca sua experiência, visão empreendedora e disposição para trabalhar a serviço de um novo projeto para nossa região. Um nome que representa iniciativa, coragem e a vontade de fazer a diferença na vida das pessoas.
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    Início » A Jangada de Pedra Brasileira: Quando o País se Descola da Civilização
    Humanarte

    A Jangada de Pedra Brasileira: Quando o País se Descola da Civilização

    Cairo StillBy Cairo Still1 de junho de 2025
    Reprodução: Internet (GNR Ambiental)

    Se houvesse uma galeria dos horrores legislativos, o Projeto de Lei 2159/2021 ocuparia lugar de destaque, emoldurado como uma obra-prima do retrocesso ambiental. Disfarçado de “modernização do licenciamento ambiental”, o PL é, na verdade, uma carta branca para a devastação.

    O PL prevê novos tipos de licenças ambientais. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) se baseia apenas na autodeclaração do empreendimento de que cumpre regras ambientais, dispensando estudos prévios com flexibilização de regras para empreendimentos com potencial poluidor. O licenciamento poderia ser concedido mesmo para áreas sensíveis, sendo o monitoramento feito por amostragens, sem necessidade de fiscalização direta.

    Já a Licença Ambiental Especial (LAE) é uma verdadeira loteria ambiental, dispensando análises baseadas na ciência e na discricionariedade técnica, para ser concedida por meio de um Conselho de Governo, que tomaria decisões políticas para projetos considerados “estratégicos”.

    Estes vislumbres legislativos são capazes de demonstrar como o PL demonstra pilares que garantem, minimamente, a proteção dos nossos biomas, com potencial de esvaziar o poder de órgãos técnicos como o ICMBio e de converter o processo de licenciamento em um balcão de negócios, onde critérios políticos e econômicos sufocam qualquer traço de responsabilidade ambiental. Um escárnio legislativo que não apenas afronta a Constituição, mas zomba do futuro.

    E é preciso dizer, sem rodeios: trata-se de um projeto inconstitucional. A Constituição de 1988 não é uma carta de intenções. Ela é um contrato social que assegura, no artigo 225, o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Esse direito não é uma concessão do Estado nem uma moeda de barganha no jogo político; é cláusula pétrea dos direitos fundamentais. A doutrina e a própria Suprema Corte já consolidaram que direitos socioambientais estão protegidos contra qualquer retrocesso. O que o PL 2159 propõe, portanto, não é só um erro — é um ataque frontal à própria arquitetura constitucional.

    É impossível não recorrer à literatura para ilustrar o tamanho do desatino. Em “A Jangada de Pedra”, de José Saramago, a Península Ibérica se desprende do continente europeu e vagueia, sem rumo, pelo oceano. O romance é uma parábola sobre a deriva moral, política e existencial de sociedades que perderam seu norte ético. Assim também o Brasil, ao permitir que seus representantes esvaziem as salvaguardas ambientais, se lança à deriva, afastando-se não apenas dos compromissos internacionais, mas também dos pactos mais básicos de civilização. Perdemos, ao mesmo tempo, o chão e o senso.

    O cinema recente também nos oferece um reflexo perturbador dessa realidade. No filme “Não Olhe Para Cima” (2021), dirigido por Adam Mckay, dois cientistas tentam desesperadamente alertar a humanidade sobre um cometa prestes a destruir a Terra. São ridicularizados, desacreditados e ignorados por políticos, empresários e pela sociedade entretida com escândalos irrelevantes. Substitua o cometa pela crise climática, pela destruição da Amazônia, pelo avanço do desmatamento no Cerrado e na Caatinga. A analogia não é só possível, é necessária. Tal como no filme, a negação da ciência e a captura do interesse público por lobbies econômicos nos conduzem ao abismo — não como acidente, mas como projeto.

    Nas artes visuais, a angústia capturada por Edvard Munch em “O Grito” ecoa com assustadora atualidade. A figura solitária, de mãos no rosto, boca aberta em pavor, encapsula o desespero de quem assiste impotente à destruição iminente. Não é mais apenas um grito existencial — é o grito das florestas, dos rios, dos povos indígenas, da fauna, da flora e de qualquer cidadão que compreende que não há vida possível em um planeta colapsado. A paisagem distorcida do quadro já não é apenas uma metáfora: é o retrato literal das queimadas, das enchentes e das secas que se multiplicam no Brasil.

    O PL 2159 também poderia ser roteiro de uma ficção científica distópica, como “Interestelar”, de Christopher Nolan. No filme, a Terra tornou-se inabitável, vítima de sucessivos colapsos ambientais. A humanidade, negligente e míope, consumiu seus próprios recursos até transformar o planeta em um deserto inóspito. É difícil não enxergar no PL um passo acelerado rumo a esse futuro — onde, depois de esgotar os aquíferos, exterminar as florestas e contaminar o ar e o solo, sobra apenas a busca desesperada por outro mundo. Só que, aqui, não há nave espacial que nos salve.

    Se quisermos outra metáfora, mais cruel e mais contemporânea, talvez devêssemos recorrer ao teatro do absurdo, à obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Dois personagens esperam indefinidamente por alguém que nunca chega, numa espera vazia, paralisante, onde nada de efetivo acontece. Assim é o Brasil que acredita que desenvolvimento virá sacrificando o meio ambiente, apostando que o progresso nascerá de terras devastadas e rios contaminados. Godot não virá. E, se vier, encontrará um país irremediavelmente ferido.

    O que se discute, afinal, não é uma questão técnica, como tentam fazer parecer os defensores do projeto. É uma escolha civilizatória. Aprovar o PL 2159 é escolher, deliberadamente, a barbárie sobre a sustentabilidade, o lucro de poucos sobre a dignidade de muitos, o imediato sobre o perene. É escrever, com tinta de fogo e fumaça, um epitáfio coletivo para as futuras gerações.

    O debate, portanto, não é sobre burocracia versus desenvolvimento. É sobre civilização versus colapso. E não há mais espaço para neutralidade, nem para meias palavras. O PL da Devastação é um atentado não apenas contra a Constituição, mas contra a própria ideia de futuro.

    PARA VER: Não olhe para cima (direção Adam McKay, 2021, disponível na Netflix)

    PARA OUVIR: Absurdo (composta e interpretada por Vanessa da Mata) – disponível no YouTube

    PARA LER: A Jangada de Pedra, de José Saramago, Editora Companhia das Letras (disponível na Amazon).

    artes Cultura Humanarte MEIO AMBIENTE Mundo

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