Carlos Santana, advogado, investidor, empresário e fundador da Tecnobank, afirmou que a inteligência artificial, a automação e a transformação digital devem ser avaliadas pelo impacto na redução de burocracias, no aumento da segurança e na devolução de tempo às pessoas. O comentário foi feito ao analisar tendências globais de digitalização em governos e empresas. A análise considerou o contexto internacional, incluindo a China, a Índia, os Estados Unidos e o Brasil, e buscou entender como essas tecnologias podem melhorar processos cotidianos.
Santana destacou que o valor da tecnologia não se mede apenas pela sua complexidade técnica, mas pela capacidade de resolver problemas concretos e simplificar atividades. Segundo ele, a pergunta central deve ser se a inovação contribui para melhorar a vida de alguém, seja ao eliminar etapas burocráticas ou ao acelerar procedimentos.
Na perspectiva global, a China e a Índia têm desenvolvido ecossistemas digitais de grande escala, enquanto os Estados Unidos mantêm o Vale do Silício como referência de inovação e observam o surgimento de novos polos, como o Texas. Santana argumenta que a corrida tecnológica deve ser analisada não apenas pela criação de sistemas avançados, mas pelos efeitos econômicos e sociais dessas soluções.
No Brasil, a estratégia de governo digital tem como objetivo simplificar o acesso dos cidadãos a serviços públicos, otimizar processos e ampliar a segurança e a eficiência. No setor privado, a digitalização tem transformado jornadas tradicionalmente complexas. Um exemplo citado foi o financiamento de veículos, que passou de processos de semanas para fluxos automatizados, integrando diferentes atores da cadeia.
"Quando se reduz de maneira significativa o tempo e a complexidade de uma jornada como a aquisição e o financiamento de um veículo, não estamos falando apenas de eficiência operacional. Na ponta existem pessoas, seja uma família que realiza o sonho do primeiro carro, um motorista que depende do veículo para trabalhar, um entregador ou um caminhoneiro que investe no instrumento de renda", explicou Santana.
Para as empresas, a lógica apresentada orienta a adoção de inteligência artificial nos próximos anos. A competitividade dependerá da capacidade de usar a tecnologia para aumentar a produtividade, criar novos modelos de negócio e, simultaneamente, garantir segurança, responsabilidade e foco nas necessidades humanas. Santana concluiu que a transformação não será apenas a presença de mais inteligência artificial, mas o uso inteligente dessa ferramenta, combinando tecnologia, segurança, eficiência e sensibilidade humana para gerar desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida.



